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Cotidiano
20/06/2008 - 18h03

TRF acata pedido do governo e decide manter Exército em morro até dia 26

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da Folha Online

O TRF (Tribunal Regional Federal) no Rio acatou o pedido do governo e suspendeu a liminar que exigia a saída do Exército do morro da Providência (região central). No entanto, a decisão vale somente até o próximo dia 26. Até lá, o governo federal terá de apresentar uma solução para o problema na comunidade.

A medida foi determinada pelo desembargador Castro Aguiar, presidente do TRF da 2ª região, que estabeleceu regras para a permanência das tropas no morro até o dia 26. Segundo a decisão, os militares poderão atuar somente na rua Barão da Gamboa, onde são realizadas as obras do projeto Cimento Social, para qual o Exército foi designado para monitorar e realizar a segurança.

As tropas não poderão mais circular e agir nas demais ruas do morro. O desembargador diz na decisão que o Exército "não poderá alinhar-se em situação de exercício de segurança pública, nem em situação de garantia da lei e da ordem, resguardada apenas sua atuação meramente administrativa, no restrito âmbito do que requer a consecução do convênio (referente ao projeto Cimento Social) e a segurança do pessoal e do material militares envolvidos".

Na última quarta-feira (18), a juíza Regina Coeli Medeiros, da 18ª Vara Federal, determinou a saída do Exército do morro, a pedido da Defensoria Pública da União. A AGU (Advocacia Geral da União) ingressou quinta-feira (19) com um recurso no TRF.

A decisão da juíza foi feita após a denúncia do envolvimento de 11 militares da Força Armada na morte de três jovens da comunidade. Os militares foram presos na segunda (16) e confessaram, segundo a polícia, que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência, no sábado (14). Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

Em sua decisão, o desembargador destacou as dificuldades para o cumprimento imediato da ordem para a retirada do Exército do morro.

"De parte a parte, os argumentos são ponderáveis, de modo que não me é possível simplesmente atentar para um ponto, sem levar em consideração o todo, o conjunto, seja no aspecto administrativo propriamente dito, seja quanto à questão jurídica em si, ou da segurança pública, ou da garantia da lei ou da ordem", diz Aguiar na decisão.

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Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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