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Cotidiano
20/06/2008 - 18h18

Manifestação de professores chega à praça da República

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Colaboração para a Folha Online

A manifestação dos professores estaduais de São Paulo chegou no final da tarde desta sexta-feira à praça da República, no centro de São Paulo. A Polícia Militar realizou um sobrevôo com helicóptero e estima que 8.000 pessoas participam do protesto.

O protesto dos professores começou no vão livre do Masp às 14h. Após decidirem pela manutenção da greve, eles decidiram seguir em passeata até a sede da Secretaria de Estado da Educação, na praça da República. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) aconselhava os motoristas a evitar as vias próximas à República.

Os professores chegaram à praça por volta das 17h50. A CET desviou o trânsito da rua da Consolação, sentido centro, pela avenida Angélica e rua Augusta. Nas pistas da Consolação sentido avenida Paulista, o tráfego fluía, sem pontos de congestionamento, mas com movimento intenso de veículos.

Até por volta das 18h10, a PM (Polícia Militar) não registrou nenhuma ocorrência relacionada à manifestação. No horário, a CET registrava 174 km de congestionamentos em toda a cidade.

Greve

Os professores da rede estadual de ensino estão em greve desde segunda-feira (16) decidiram em assembléia na tarde desta sexta-feira pela continuidade da paralisação. Segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), os professores acreditam que o reajuste de 12,2% anunciado ontem (19) pelo governo não é o bastante.

Além do reajuste, os grevistas querem a revogação de um decreto do governo que trata do sistema de contração e substituição de professores, além de prever a realização de concursos regionais para professores. A nova medida também impõe a avaliação de desempenho da categoria.

Segundo o sindicato, 70% da categoria está de braços cruzados. A Secretaria da Educação rebate o número e afirma que menos de 2% da categoria aderiu à paralisação. A secretaria acrescenta, por meio de nota, que a greve é infundada, pois o decreto traz "uma mudança que visa apenas a melhorar as condições de ensino".

 

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