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Cotidiano
21/06/2008 - 14h54

Coronel diz que mais da metade do efetivo do Exército já deixou morro da Providência

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da Agência Brasil
da Folha Online

O coronel Silva Júnior, responsável pelas operações neste sábado no morro da Providência (centro do Rio de Janeiro), afirmou que o efetivo do Exército na favela já foi reduzido em mais da metade, desde o meio da semana, quando a Justiça questionou a presença dos militares na comunidade.

Segundo Silva Júnior, a ocupação conta com cerca de 60 militares. "Mais de 100 homens já retornaram ao quartel."

Ontem (20), o TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, no Rio de Janeiro, decidiu autorizar a presença do Exército, mas apenas na área do canteiro de obras, localizado na parte baixa da favela, para garantir a segurança dos trabalhadores. Na manhã de hoje, no entanto, mais de 30 soldados patrulhavam a parte alta do morro, distante do canteiro.

Segundo o comandante das operações, o Exército manteve os soldados no alto do morro porque entende que, para garantir a segurança do canteiro, é preciso manter a posição em pontos estratégicos da Providência.

"Se eu não ocupar as elevações que dominam o canteiro de obras, não estou falando de segurança. Minha tropa fica ali como se fosse um alvo fácil para qualquer meliante lá de cima", justificou.

Crime

Onze militares do Exército são suspeitos da morte de três jovens da comunidade. Os militares foram presos na segunda (16) e confessaram, segundo a polícia, que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência, no sábado (14). Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

A pedido da Defensoria Pública da União, a juíza Regina Coeli Medeiros, da 18ª Vara Federal, determinou na última quarta-feira (18) a saída do Exército do morro.

A AGU (Advocacia Geral da União) ingressou quinta-feira (19) com um recurso no TRF, que acatou a decisão com restrições. As tropas podem permanecer no morro somente até o dia 26 e devem se limitar à circulação na rua onde o projeto Cimento Social é executado.

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Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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