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Cotidiano
21/06/2008 - 15h06

Naruhito visita porto de Santos e deixa flores em monumento em homenagem aos imigrantes

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PAULO TOLEDO PIZA
Colaboração para a Folha Online

O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, visitou na tarde deste sábado o local onde o navio Kasato Maru atracou, há cem anos, em Santos (SP). A embarcação trouxe, em 18 de junho de 1908, os primeiros 781 imigrantes japoneses ao Brasil.

Localizado no terminal 14 do porto, o atracadouro, atualmente, pertence ao grupo Votorantim. Fábio Ryotaro, 28, neto de imigrantes e funcionário do grupo, foi escolhido para entregar um buquê com lírios brancos e orquídeas amarelas ao príncipe.

Marcelo Justo/Folha Imagem
Príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, participa de inauguração da escultura da artista plástica Tomie Ohtake em Santos, litoral de SP
Príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, participa de inauguração da escultura da artista plástica Tomie Ohtake em Santos, litoral de SP

Emocionado, o rapaz considerou um privilégio conversar com Naruhito, de acordo com relatos a colegas de trabalho.

O príncipe depositou as flores próximo ao monumento 18 de Junho, onde há uma placa com os sobrenomes dos primeiros imigrantes. Naruhito, então, curvou-se em reverência aos seus conterrâneos.

Acompanhado do prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB) e do empresário José Roberto Ermírio de Moraes, o príncipe foi até o porto onde os japoneses desembarcaram. Simpático, acenou aos fotógrafos e, depois, seguiu para a cidade de São Paulo, onde participará da cerimônia oficial de comemoração ao centenário da imigração, no Sambódromo do Anhembi.

Na manhã deste sábado, Naruhito inaugurou uma escultura em homenagem ao centenário, idealizada pela artista plástica Tomie Ohtake. A obra, de 15 m de altura por 20 de largura se destaca pelas curvas e está localizada na orla de Santos.

Emoção

A avó de Fábio Ryotaro, Yuka, 88, fez questão de participar da cerimônia no terminal 14 do porto. Curvada e usado uma bengala para caminhar, ela sorria a todos que a observavam.

No entanto, Yuka --que chegou ao Brasil em um navio na década de 60-- não deu atenção à imprensa que a rodeava. Ficou apenas observando a placa com os sobrenomes dos imigrantes.

 

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