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Cotidiano
21/06/2008 - 17h59

Defensoria ameaça ir à Justiça se Exército permanecer no morro da Providência

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da Agência Brasil
da Folha Online

O defensor público da União André Ordacgy afirmou hoje (21) que, se o Exército continuar ocupando o alto do morro da Providência (centro do Rio de Janeiro) depois do dia 26 de junho, vai entrar com uma nova ação na Justiça, pedindo a punição da força armada.

Segundo ele, os militares têm até o dia 26 para cumprir a decisão do TRF da 2ª região (Tribunal Regional Federal), do Rio de Janeiro, que garantiu a permanência das tropas apenas na rua Barão da Gamboa, na parte baixa da favela, onde está o canteiro de obras do projeto Cimento Social.

"O presidente do Tribunal deu uma semana para o Exército se adequar a isso [ficar apenas na rua Barão da Gamboa]. Mas, após isso, ou seja, a partir do dia 27 [de junho], o Exército só vai poder ficar na Barão da Gamboa. Isso está bem claro. Se eles não cumprirem, podemos pedir a penalidade, com certeza", afirmou.

Ordacgy afirmou que, por enquanto, não vai entrar com nenhum recurso contra a permanência do Exército na Providência, porque, segundo ele, a decisão do TRF atende ao objetivo da Defensoria, que era evitar que os militares assumissem funções de segurança pública na favela.

No último dia 18, a juíza da 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Regina Coeli, determinou, a pedido de André Ordacgy, a retirada imediata do Exército do morro da Providência. Mas ontem (20), o TRF suspendeu, por uma semana, a decisão da juíza, estabelecendo que, até lá, o Exército terá que realocar toda sua tropa para a rua Barão da Gamboa.

Hoje, cerca de 60 militares continuavam ocupando diversas áreas da favela, inclusive o alto do morro, local distante da rua Barão da Gamboa. Segundo o coronel Silva Junior, responsável pelas operações militares neste final de semana, o Exército entende que, para garantir a segurança do canteiro de obras na parte baixa é preciso ocupar a parte alta.

Ele afirmou que o efetivo do Exército na favela já foi reduzido em mais da metade, desde o meio da semana, quando a Justiça questionou a presença dos militares na comunidade. Segundo Silva Júnior, a ocupação conta com cerca de 60 militares. "Mais de 100 homens já retornaram ao quartel."

O projeto Cimento Social prevê a revitalização de fachadas e telhados de 780 casas do morro da Providência. As obras são executadas, desde dezembro, pelo Batalhão Escola de Engenharia do Exército e a Comissão Regional de Obras da 1ª Região Militar, com recursos de R$ 12 milhões, do Ministério das Cidades.

Crime

Onze militares do Exército são suspeitos da morte de três jovens da comunidade. Os militares foram presos na segunda (16) e confessaram, segundo a polícia, que entregaram os jovens a traficantes do morro da Mineira, controlado pela ADA (Amigos dos Amigos), facção rival do CV (Comando Vermelho), que domina a Providência, no sábado (14). Os três foram mortos e seus corpos jogados em um aterro sanitário.

A pedido da Defensoria Pública da União, a juíza Regina Coeli Medeiros, da 18ª Vara Federal, determinou na última quarta-feira (18) a saída do Exército do morro.

A AGU (Advocacia Geral da União) ingressou quinta-feira (19) com um recurso no TRF, que acatou a decisão com restrições. As tropas podem permanecer no morro somente até o dia 26 e devem se limitar à circulação na rua onde o projeto Cimento Social é executado.

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Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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