Cotidiano
23/06/2008 - 19h54

Justiça Federal vai julgar 11 militares presos no Rio

LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O processo contra 11 militares acusados de terem entregado três jovens do morro da Providência (centro do Rio) a traficantes do morro da Mineira (centro) será julgado pela Justiça Federal, conforme decisão judicial desta segunda-feira.

O processo decorre do inquérito da Polícia Civil concluído na última quinta-feira (19), que pediu a prisão dos 11 militares e os indiciou por triplo homicídio com três agravantes --motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas. O inquérito foi entregue ao Ministério Público, que denunciou os suspeitos à Justiça Estadual mas pediu que o caso fosse julgado pela Justiça Federal.

O argumento do Ministério Público foi o de que os denunciados são servidores públicos federais e o crime, se de fato ocorreu, se deu em período de trabalho dos militares.

Tanto a Justiça Federal quanto a Estadual do Rio acataram o pedido, de acordo com a assessoria de imprensa do órgão federal. O caso será julgado pelo juiz Marcelo Granado, da 7ª Vara Federal Criminal.

Onze militares do Exército são acusados de terem entregue três jovens do morro da Providência, controlado pela facção criminosa CV (Comando Vermelho) a traficantes do morro da Mineira, dominado pela ADA (Amigos dos Amigos), no dia (14).

Os suspeitos terão que prestar novos depoimentos sobre o caso, desta vez à Justiça. Eles já foram ouvidos pela Polícia Civil. Na ocasião, confessaram ter levado os jovens aos traficantes mas alegaram achar que os criminosos apenas aplicariam "um corretivo" nos jovens, segundo o delegado Ricardo Dominguez, titular da 4ª Delegacia de Polícia (Central), que investiga o caso.

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Comentários dos leitores
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. sem opinião
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richardson leao (18) 15/08/2008 06h56
richardson leao (18) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 1 opinião
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Dilson Aquino (16) 31/07/2008 18h26
Dilson Aquino (16) 31/07/2008 18h26
O nome-de-guerra do bandido é Rupinol, uma corruptela carioca da droga "Rohypnol", um sedativo hipnótico. sem opinião
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