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Cotidiano
23/06/2008 - 23h04

Cabral se recusa a falar sobre a presença do Exército em morro

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online

O governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), se esquivou de falar sobre o pedido dos moradores do morro da Providência, no centro do Rio, para a saída do Exército da comunidade.

Na semana passada, quando 11 militares foram presos por suspeita na participação na morte de três rapazes do morro, Cabral estava em viagem à Europa e disse à imprensa brasileira que o acompanhava que os responsáveis eram "marginais".

Nesta segunda-feira, Cabral e o presidente Lula conversaram com as mães dos rapazes mortos. Elas aproveitaram a reunião para pedir a saída das tropas da comunidade, mas não obtiveram resposta definitiva para o pedido.

Hoje, após participar de um concerto no Teatro Municipal em homenagem ao príncipe do Japão, Naruhito, que está no Rio, Cabral falou sobre o crime contra os jovens, mas se recusou a falar sobre o Exército no morro.

"Estamos em um clima de dor e perplexidade para falar de questões racionais como essa [presença das tropas no morro]. Preferi me reservar nesse momento diante de atitudes tão bárbaras e violentas para falar sobre esse assunto, que requer mais racionalidade", disse Cabral.

Na sexta-feira (20), o TRF (Tribunal Regional Federal) no Rio acatou o pedido do governo e suspendeu uma liminar da Justiça Federal que exigia a saída do Exército do morro da Providência. No entanto, a decisão vale somente até quinta-feira (26). Até lá, o governo federal terá de apresentar uma solução para o problema na comunidade.

Nesta terça-feira (24), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, se reúne no Rio com o Comandante do Exército, General Enzo Peri, e com oficiais responsáveis pelas obras do projeto Cimento Social. O objetivo da reunião é continuar os estudos para a elaboração de uma proposta para a continuidade das obras a ser apresentada à Justiça até quinta.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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