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Cotidiano
24/06/2008 - 08h27

Painel da Folha: Relatórios mostram ação policial do Exército em morro do Rio

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da Folha Online

Diferentemente do que sustenta o Exército, os militares faziam operações policiais no morro da Providência (centro do Rio). A atuação dos homens da Força Armada também tinha caráter "psicológico".

As condutas são do próprio Exército, descritas em nove relatórios assinados pelo general-de-brigada Williams José Soares, que comandava as tropas no morro, informa nesta terça-feira o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra do "Painel" está disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo a coluna, os relatórios apontam a resistência dos moradores do local ante a presença das tropas. O texto faz ainda uma menção ao senador e candidato à Prefeitura do Rio, Marcelo Crivela (PRB-RJ), quanto ao objetivo do projeto: "blindar 782 casas com argamassa à prova de balas de fuzil".

Oficialmente, o Exército está no morro para acompanhar as obras denominadas Cimento Social, que visa reformar residências de moradores do local. Entretanto, existe a suspeita --agora confirmada extra-oficialmente pelos relatórios da própria Força Armada revelados pela Folha-- de que os militares faziam operações policiais.

Onze integrantes do Exército são acusados de entregar três jovens do morro da Providência, controlado pela facção criminosa CV (Comando Vermelho) a traficantes do morro da Mineira, dominado pela ADA (Amigos dos Amigos), no dia (14).

Eles foram detidos e denunciados à Justiça. O processo contra esses 11 militares será julgado pela Justiça Federal, conforme decisão judicial desta segunda-feira.

O processo decorre do inquérito da Polícia Civil concluído na última quinta-feira (19), que pediu a prisão dos 11 militares e os indiciou por triplo homicídio com três agravantes --motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas. O inquérito foi entregue ao Ministério Público, que denunciou os suspeitos à Justiça Estadual mas pediu que o caso fosse julgado pela Justiça Federal.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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