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Cotidiano
24/06/2008 - 14h48

Lula se nega a comentar embargo de obras no morro da Providência

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MARINA NOVAES
Colaboração para a Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se negou a comentar o embargo do TRE (Tribunal de Regional Eleitoral) às obras do projeto Cimento Social no morro da Providência, na região central do Rio. A decisão, do juiz Fábio Uchoa, considera que o projeto tem finalidades eleitorais e beneficia o senador e pré-candidato a prefeito Marcelo Crivella (PRB-RJ).

"Eu não costumo comentar decisões de Justiça. Vamos aguardar decisão do Poder Judiciário", disse Lula.

A suspensão da obra é resultado de um processo aberto depois de uma denúncia recebida pela Justiça com um cartão que tinha a imagem do senador sobreposta a fotografias da obra na comunidade. A investigação constatou que as páginas de Crivella na internet também faziam referência expressa ao programa.

O projeto Cimento Social acabou se tornando o pivô de uma crise entre os moradores do morro e o Exército, que garantiria a segurança das obras. Segundo a Polícia Civil, 11 militares confessaram que capturaram três jovens da comunidade e os entregaram a traficantes do morro da Mineira.

O presidente Lula participava de um encontro, em São Paulo, com presidentes de grandes empresas brasileiras para discutir uma agenda dos direitos humanos na área empresarial. O evento reuniu ainda o governador José Serra (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM), e os ministros Fernando Haddad (Educação), Edson Santos (Igualdade Racial), Miguel Jorge (Desenvolvimento), e Paulo Vanucchi (Secretaria de Direitos Humanos) e Nilcéia Freire (Secretaria de Políticas para Mulheres).

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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