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Cotidiano
25/06/2008 - 12h59

Justiça decreta prisão preventiva de 11 militares que atuavam na Providência

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da Folha Online

A Justiça Federal no Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de 11 militares acusados de terem entregado três jovens do morro da Providência (centro do Rio) a traficantes do morro da Mineira (centro). A decisão, segundo a assessoria de imprensa da Justiça Federal, é do juiz Marcelo Granado, da 7ª Vara Federal Criminal.

O inquérito da Polícia Civil foi concluído na última quinta-feira (19). Os militares foram indiciados por triplo homicídio com três agravantes --motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas. O inquérito foi entregue ao Ministério Público, que denunciou os suspeitos à Justiça Estadual mas pediu que o caso fosse julgado pela Justiça Federal.

O argumento do Ministério Público foi o de que os denunciados são servidores públicos federais e o crime, se de fato ocorreu, se deu em período de trabalho dos militares.

Reportagem da Folha da edição desta quarta-feira mostra que o tenente Vinícius Ghidetti deu, em depoimento ao Exército, uma nova versão para a morte dos três rapazes.

Segundo o texto Ghidetti disse ter sido agredido pelos jovens e responsabilizou o sargento Leandro Maia Bueno pelo contato com traficantes. O depoimento, na sexta-feira, durou cinco horas e Ghidetti reafirmou que a intenção era dar um susto nos jovens.

Ontem o diretor de Polícia Civil do Rio, Sérgio Caldas, disse que os traficantes suspeitos de matar os jovens foram identificados.

Em depoimento a deputados estaduais integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio), o capitão do Exército Leandro Ferrari disse que sabia que um de seus subordinados, no caso o tenente Ghidetti, iria "dar uma volta com os rapazes" antes de liberá-los.

O vice-presidente da comissão, o deputado Marcelo Freixo (PSOL), se disse indignado e afirmou que cabe à Força Armada averiguar o fato. "Se isto consta no depoimento é uma conduta inaceitável. É papel do Exército apurar isso [a eventual prevaricação sugerida pelo delegado]", afirmou.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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