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Cotidiano
25/06/2008 - 14h10

Após roubo, seguranças da Estação Pinacoteca trabalham armados

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PAULO TOLEDO PIZA
colaboração para a Folha Online

O diretor do departamento de museus do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional), José do Nascimento Júnior, afirmou nesta quarta-feira que os seguranças da Pinacoteca e da Estação Pinacoteca estão há uma semana trabalhando armados.

"Essa é a primeira medida tomada após o roubo [de quadro obras da Estação Pinacoteca]. Ela está sendo avaliada", disse. "Muitos museus já tiveram segurança armada e muitas vezes esses seguranças tiveram suas armas roubadas. Mesmo os bancos, que são caixas-fortes, são roubados", disse.

O roubo à Estação Pinacoteca aconteceu no dia 12, quando três suspeitos armados entraram no local, renderam uma atendente e levaram duas gravuras de Pablo Picasso (1881-1973), um óleo sobre tela do brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976) e um guache sobre cartão do lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957). As imagens do roubo foram captadas pelo circuito interno do museu.

Após reunião com Marcelo Araújo, curador do museu, o diretor ressaltou que outras medidas estão sendo avaliadas (como instalação de alarmes nas obras de arte e detectores de metal). "Nossa avaliação leva em conta a harmonia entre o acesso ao público e a segurança das obras", afirmou.

Nascimento afirmou que "a muito custo" os museus do país aumentaram nacionalmente a visitação pública de 14 milhões de pessoas em 2003 para 21,5 milhões em 2007. Ele afirmou temer que novas medidas de segurança afetem a quantidade de visitação pública.

O diretor do Iphan defendeu os museus. "As instituições não podem ser criminalizadas pelo roubo. É a mesma coisa que dizer que o cidadão é assaltado na rua porque não estava armado. Não queremos transformar museus em caixas-fortes", completou.

 

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