Após roubo, seguranças da Estação Pinacoteca trabalham armados
PAULO TOLEDO PIZA
colaboração para a Folha Online
O diretor do departamento de museus do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional), José do Nascimento Júnior, afirmou nesta quarta-feira que os seguranças da Pinacoteca e da Estação Pinacoteca estão há uma semana trabalhando armados.
"Essa é a primeira medida tomada após o roubo [de quadro obras da Estação Pinacoteca]. Ela está sendo avaliada", disse. "Muitos museus já tiveram segurança armada e muitas vezes esses seguranças tiveram suas armas roubadas. Mesmo os bancos, que são caixas-fortes, são roubados", disse.
O roubo à Estação Pinacoteca aconteceu no dia 12, quando três suspeitos armados entraram no local, renderam uma atendente e levaram duas gravuras de Pablo Picasso (1881-1973), um óleo sobre tela do brasileiro Di Cavalcanti (1897-1976) e um guache sobre cartão do lituano radicado no Brasil Lasar Segall (1891-1957). As imagens do roubo foram captadas pelo circuito interno do museu.
Após reunião com Marcelo Araújo, curador do museu, o diretor ressaltou que outras medidas estão sendo avaliadas (como instalação de alarmes nas obras de arte e detectores de metal). "Nossa avaliação leva em conta a harmonia entre o acesso ao público e a segurança das obras", afirmou.
Nascimento afirmou que "a muito custo" os museus do país aumentaram nacionalmente a visitação pública de 14 milhões de pessoas em 2003 para 21,5 milhões em 2007. Ele afirmou temer que novas medidas de segurança afetem a quantidade de visitação pública.
O diretor do Iphan defendeu os museus. "As instituições não podem ser criminalizadas pelo roubo. É a mesma coisa que dizer que o cidadão é assaltado na rua porque não estava armado. Não queremos transformar museus em caixas-fortes", completou.
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