Publicidade

Cotidiano
25/06/2008 - 22h36

TRE do Rio aprova retomada de obras em morro por moradores e empreiteira

Publicidade

da Folha Online

O juiz Fábio Uchoa, do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio deu parecer favorável à continuação das obras do projeto Cimento Social no morro da Providência, na região central do Rio. Ontem (24), as obras foram embargadas por decisão do juiz que considerou que o projeto estava sendo usado com caráter eleitoreiro pelo senador Marcelo Crivella (PRB), pré-candidato à prefeitura do Rio.

Uchôa lembrou que sua decisão foi contra o uso eleitoral do projeto e que a suspensão não implicava necessariamente o fim dos trabalhos. As obras podem ser retomadas pelos ministérios da Defesa e das Cidades, porém, somente após as eleições. Ele apoiou a proposta dos moradores de assumir o projeto, juntamente com a Construtora Edil, empresa que vencera a licitação feita pelo Comando Militar do Leste para realização dos trabalhos no morro.

A presidente da Associação de Moradores do Morro da Providência, Vera Melo, reuniu-se nesta quarta-feira com o juiz para consultá-lo sobre a possibilidade de os próprios moradores assumirem a conclusão das obras.

Um representante da construtora Edil participou da reunião e reiterou a disposição da empresa em concluir as obras nas 30 casas que estavam sem reboco e telhado.

Nesta quinta-feira (26), a presidente da associação vai a Brasília solicitar ao Ministério das Cidades a liberação da verba prevista para a obra. Já que a decisão judicial referia-se ao uso eleitoral do projeto e que a Edil já vencera a licitação para a obra, o juiz declarou não ver qualquer impedimento na conclusão feita em parceria pelos moradores e pela construtora.

O presidente do TRE-RJ, desembargador Roberto Wider, defendeu hoje exatamente uma solução que resolvesse o problema dos moradores sem envolver diretamente o Poder Público. "O fundamental é evitar o uso eleitoral das necessidades dessa população", afirmou.

O TRE embargou as obras após receber uma denúncia da distribuição de um cartão que tinha a imagem do senador sobreposta a fotografias da obra na comunidade. A investigação constatou que as páginas de Crivella na internet também faziam referência expressa ao programa.

O Cimento Social foi apresentado pelo senador como projeto de lei prevendo que as casas dos moradores da Providência passem por reformas executadas por eles mesmos. Segundo a Justiça Eleitoral, antes que o projeto fosse aprovado, foi firmado um convênio entre os ministérios da Defesa e das Cidades para a realização das obras.

Doações

Em paralelo ao pedido de liberação das verbas por parte do Ministério das Cidades,
os moradores do morro da Providência já conseguiram doações de R$ 75 mil para custear, sem verbas do governo, a continuação das obras do projeto. As verbas foram disponibilizadas hoje por seis empresários a um fundo criado pela Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio, segundo a prefeitura.

Os recursos, porém, só poderão ser aplicados na obra com autorização do TRE. Como este é ano eleitoral, prefeitura e governo estadual do Rio não podem, por lei, encampar as obras com maquinário e verbas próprias. A Secretaria Municipal de Assistência Social alegou, contudo, estar apenas mediando doações para que os próprios moradores continuem as obras.

Para concluir os trabalhos nas casas que, segundo o responsável pelas obras Alex de Oliveira, estão sem telhado ou partes dele, será preciso R$ 150 mil, informou a secretaria.

A prefeitura disse ter oferecido hospedagem em hotéis para os moradores das 16 casas mas informou que, até o fim desta tarde, ninguém havia pedido o auxílio.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
avalie fechar
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
avalie fechar
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (432)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca