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Cotidiano
26/06/2008 - 13h51

Polícia prende homem que saía do morro da Providência com cocaína

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

Um homem foi preso com cocaína na proximidade do morro da Providência, na manhã desta quinta-feira. Desde que o Exército tomou o controle da favela, em dezembro do ano passado, os militares afirmavam que haviam banido o tráfico de drogas do morro.

No início do ano, a Polícia Militar afirmou que, apesar de muito enfraquecida, a atividade ilegal continuava no morro da Providência. Os traficantes, até a saída do Exército, concentravam-se no chamado 'estica' --a venda de drogas na região central, embaixo da favela.

O homem detido nesta manhã era apenas usuário de cocaína e portava pouca quantidade da droga, segundo a PM. A polícia não soube dizer o quanto de cocaína que ele levava. O produto foi levado para perícia.

Ainda não identificado, o homem foi abordado por volta das 11h30 na avenida América, na Central, quando descia de um dos acessos da Providência, por policiais militares que passavam pelo local no momento e desconfiaram do rapaz, segundo a PM. Ele foi levado para a 4ª Delegacia de Polícia (Central) mas depois liberado.

O delegado da 4ª DP, Ricardo Dominguez, que é responsável pelas investigações sobre os três jovens da Providência mortos após serem entregues por militares que ocupavam a favela a traficantes do morro da Mineira, disse já ter identificado quase todo o grupo de traficantes que mataram os rapazes.

Ele não quis, contudo, divulgar nomes. 'Já identificamos parte do grupo, mas não vou divulgar nomes para não atrapalhar as investigações', afirmou.

Procurada pela Folha Online, a Polícia Militar e o Exército ainda não se manifestaram sobre a apreensão de cocaína em um dos acessos do morro da Providência.

Nesta manhã, policiais militares pediram a operários do projeto Cimento Social, na Providência, apagar inscrições da sigla CV (Comando Vermelho, facção criminosa que controla o tráfico na Providência) que foram pichadas em muros de casas atendidas pelo projeto. As obras no local foram retomadas nesta manhã.

Crise

No último dia 14, três jovens do morro da Providência foram entregues a traficantes do morro do Mineira --rivais aos da Providência-- por um grupo de militares do Exército que ocupava a comunidade para fazer a segurança das obras. O projeto é fruto de um convênio entre os ministérios das Cidades e da Defesa a partir de uma emenda apresentada por Crivella.

Os jovens haviam sido detidos no alto do morro pelos militares e levados ao quartel próximo à Providência. O capitão Leandro Ferrari, que comandava o quartel no momento, ordenou que os rapazes fossem libertados, mas o tenente Vinícius Ghidetti, que havia levado os jovens ao quartel, desobedeceu a ordem e, com outros dez militares, entregou aos traficantes da Mineira os rapazes, que apareceram mortos no dia seguinte em um aterro sanitário.

Os 11 militares foram presos no dia seguinte e, segundo a polícia, confessaram o crime. O caso abriu uma crise na presença do Exército na comunidade. Na semana passada, a Justiça Federal determinou a retirada dos militares do morro. O governo federal recorreu e conseguiu que a Justiça mantivesse as tropas, mas somente na rua onde as obras são feitas. Na terça-feira (24), porém, a Justiça Eleitoral determinou a paralisação das obras, alegando caráter eleitoral no projeto, e, com isso, o ministro Nelson Jobim (Defesa) anunciou que o Exército também deixaria totalmente o morro.

Traficantes do morro da Mineira suspeitos de terem matado os três jovens ainda não foram presos. Os 11 militares foram indiciados por triplo homicídio com três agravantes --motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas-- e tiveram a prisão preventiva decretada.

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Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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