Cotidiano
27/06/2008 - 17h27

Laudo do IML constata que índia xavante morta sofreu violência sexual

da Folha Online
da Agência Brasil

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) da Polícia Civil do Distrito Federal revelou que a índia xavante de 16 anos que morreu no Hospital Universitário de Brasília na quarta-feira (25) foi vítima de violência sexual.

De acordo com o exame, foram encontrados vestígios de violência sexual provocado por objeto contundente, introduzido no ânus e na vagina da adolescente. O objeto, de acordo com o laudo, perfurou o baço, estômago e o diafragma da vítima, causando infecção generalizada.
A índia xavante de 16 anos morreu após ser submetida a uma cirurgia. A adolescente teve duas paradas cardíacas e não resistiu.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o crime aconteceu dentro da Casai (Casa de Apoio à Saúde Indígena), onde a garota viva desde o final de maio, ao lado de familiares, para tratamento médico.

De acordo com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), a adolescente teve meningite na infância e apresentava lesão neurológica. Não conseguia falar e se locomovia com uma cadeira de rodas. A jovem, que fazia tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, era da aldeia São Pedro, no município de Campinápolis (MT).

Por meio de nota, a Funasa informou que "na Casai, a Funasa mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia que a indígena passou mal, havia 56 pessoas entre pacientes e acompanhantes".

Investigação

O secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, confirmou nesta sexta-feira que a Polícia Federal vai acompanhar as investigações sobre a morte da adolescente xavante. Barreto disse que o pedido para que a PF acompanhasse os desdobramentos do caso foi feito pela Funai (Fundação Nacional do Índio)

Ele não confirmou, porém, se a PF assumirá a investigação. "Existe uma série de competências concorrentes", disse o secretário, explicando que, por se tratar de uma indígena, a PF pode assumir o caso. No entanto, dependendo de alguns fatores, as investigações, podem ser conduzidas pela polícia local.

 

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