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Cotidiano
27/06/2008 - 18h18

Justiça Militar nega liberdade provisória a sargento gay

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da Agência Brasil
da Folha Online

A Justiça Militar negou nesta sexta-feira o pedido de liberdade provisória, feito pelos advogados do sargento do Exército Laci de Araújo. Acusado de deserção, ele está preso desde o dia 4 de junho, depois de ter assumido publicamente relacionamento homossexual com o ex-sargento do Exército Fernando Alcântara, que recebeu baixa hoje das Forças Armadas.

"Eu entendo que, neste caso, não é cabível; não devemos conceder essa liberdade provisória", justificou a juíza militar Zilah Maria Petersen.

A Justiça Militar negou também o pedido de menagem --a possibilidade de se o sargento ficar detido no quartel, mas não preso em uma cela, ou seja, com liberdade de locomoção.

O Conselho Permanente de Justiça para o Exército, que estava reunido durante o depoimento, votou, junto com a juíza, pela realização de uma perícia neuropsiquiátrica e psicológica do sargento Laci de Araújo. A perícia deve ser realizada já na próxima semana.

Prisão

Araújo tinha mandado de prisão expedido pela Justiça Militar desde o dia 21 de maio, segundo reportagem da revista "Época", a quem concedeu uma entrevista para falar sobre a união estável em que vive com o parceiro.

O militar acabou preso após participar do programa "Superpop", da Rede TV, onde também concedeu uma entrevista, ao lado de seu companheiro, também sobre o relacionamento em que vivem.

Segundo o Código Penal Militar, deserção é a ausência do militar, por mais de oito dias, sem licença, da unidade em que serve ou do lugar em que deve permanecer.

A pena é a detenção de seis meses a dois anos. Se for oficial, a pena é agravada. Como Araújo faz tratamento psiquiátrico com medicação controlada, foi encaminhado para um hospital do Exército em São Paulo, mas transferido para Brasília na tarde de hoje, onde mora com o companheiro.

 

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