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Cotidiano
27/06/2008 - 20h40

Governo recorre de decisão do TRE que embargou obras no Rio

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da Folha Online

A Procuradoria Regional da União da 2ª Região recorreu nesta sexta-feira, a pedido do Ministério das Cidades, contra a decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio, que embargou as obras do projeto Cimento Social, de revitalização de moradias populares no morro da Providência. A PRU pede a reconsideração da decisão do TRE, que classificou o programa como eleitoreiro.

O TRE decidiu pela interrupção do projeto, que previa a reforma de 782 casas, com a proteção do Exército, sob a justificativa de que a ação era irregular, já que foi contratada durante ano eleitoral, o que é vedado pela Constituição.

O projeto foi implementado a partir de um acordo de cooperação técnica entre os Ministérios da Defesa e das Cidades, firmado em 31 de janeiro deste ano.

O procurador regional da União, Daniel Levy, argumenta no recurso que juiz do TRE extrapolou sua competência, sob o fundamento de que se trataria de conduta vedada pela Lei 9.504/97, que estabelece normas das eleições.

"A hipótese em tela é completamente distinta da propaganda eleitoral, consistente naquela elaborada por partidos políticos e candidatos com a finalidade de captar votos do eleitorado, objetivando a investidura em cargo público eletivo", disse o procurador regional.

Levy adverte que a decisão se excedeu na escolha dos meios para coibir a propaganda irregular antecipada, "ultrapassando o limite do razoável e se revelando desproporcional". Segundo ele, a suspensão das obras não tem amparo legal.

O procurador ressalta que o acordo de cooperação técnica entre o Ministério das Cidades e o Comando do Exército foi apenas mais uma das etapas do projeto Cimento Social, que começou a ser executado em 2007.

Em outubro de 2007, o Ministério das Cidades aprovou a descentralização de dotação orçamentária e de recursos financeiros vinculados ao apoio à Política Nacional de Desenvolvimento Urbano em favor do Comando do Exército, segundo a procuradoria.

Ontem (26) os moradores do morro da Providência retomaram as obras, somente com a construtora Edil, sem a participação do Exército e sem o dinheiro do Ministério das Cidades.

O TRE embargou as obras após receber uma denúncia da distribuição de um cartão que tinha a imagem do senador Marcelo Crivella (PRB), pré-candidato à prefeitura do Rio, sobreposta a fotografias da obra na comunidade. A investigação constatou que as páginas de Crivella na internet também faziam referência expressa ao programa.

O Cimento Social foi apresentado pelo senador como projeto de lei prevendo que as casas dos moradores da Providência passem por reformas executadas por eles mesmos. Segundo a Justiça Eleitoral, antes que o projeto fosse aprovado, foi firmado um convênio entre os ministérios da Defesa e das Cidades para a realização das obras.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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