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Justiça solta três acusados da morte de prefeito por falta de provas
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da Folha de S.Paulo, em Campinas
A Justiça concedeu mandado de soltura a três dos quatro acusados de matar o prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos (PT) por falta de provas. Eles estavam presos desde o início de outubro, acusados de participar da morte de Toninho, na noite de 10 de setembro, em tentativa de assalto.
Dois dos acusados poderiam ser soltos ainda hoje. Até as 19h40, eles não haviam sido libertados.
A juíza da 1ª Vara Criminal de Campinas, Patrícia Suárez Pae Kim, considerou que a polícia não tem elementos para mantê-los presos. A argumentação da juíza havia sido apresentada pelo Ministério Público de Campinas.
Patrícia antecipou a liberação de Flávio Mendes Claro, 20, e Globerson Moraes da Silva, 19, o Gró, por avaliar que não há prova contra eles. Anderson Davi, 20, o Boca, deve ser solto à 0h de amanhã, quando vence a prisão temporária.
O quarto acusado do crime, o jovem A.S.C., 17, está na Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor) de Campinas e deve permanecer detido, pois há outras acusações contra ele.
Quando A.S.C. foi preso, a polícia encontrou em sua casa um revólver calibre 38, 86 trouxas de maconha e objetos roubados.
Segundo os promotores do caso, há pelo menos três falhas no inquérito _negação do assassinato pelo acusados após confissão, ausência da arma usada no crime e apreensão de duas motos que teriam sido usadas pelos jovens na tentativa de assalto.
Um das testemunhas ouvidas pela Promotoria afirmou ter passado pelo local do crime e não ter visto motos mas um Vectra, e ouvido tiros.
O delegado seccional de Campinas, Osmar Porcelli, disse que continuará as investigações. "Tenho convicção de que foram os quatro que participaram do assassinato. A polícia provará isso."
No último sábado, o secretário de Estado da Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzzi, designou uma equipe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) para as investigações. O inquérito policial do crime já tem cerca de 900 páginas.
O advogado da família de Toninho, Ralph Tórtima Stettinger, disse que a liberação dos acusados não significa que eles sejam inocentes. "A juíza entendeu que o inquérito policial não tem condições de oferecer denúncia contra os três acusados. Isso não os exime de uma possível culpa."
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