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Cotidiano
28/06/2008 - 17h52

Processo impede que viúva do ganhador da Mega-Sena seja solta

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colaboração para a Folha Online

O TJ (Tribunal de Justiça) do Rio de Janeiro informou neste sábado que Adriana Ferreira Almeida, a viúva do milionário da Mega-Sena Renné Senna, está impedida de ser solta. Um processo em Arraial do Cabo (RJ) impossibilita o cumprimento do habeas corpus concedido na última quinta-feira (26) pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). A Justiça do Rio não deu mais detalhes sobre o processo.

Adriana está presa desde o início do ano passado, acusada de mandar matar o marido. Renné Senna ganhou R$ 51,8 milhões na loteria em 2005. Em janeiro do ano passado, ele foi morto a tiros em um bar, em Rio Bonito (RJ).

O pedido de habeas corpus de Almeida foi aceito por unanimidade pela Quinta Turma do STJ. Os ministros seguiram o voto da relatora, a ministra Laurita Vaz. Ela avaliou que Almeida passa por "constrangimento ilegal" por causa da demora do julgamento do processo.

Além de Adriana Almeida, a Justiça mantém presos os ex-seguranças de Senna Edinei Gonçalves, Anderson Sousa, Ronaldo Amaral, Marco Antonio Vicente --os dois últimos policiais militares--, e Janaína Sousa, mulher de Anderson.

No fim do ano passado, o STJ determinou que Adriana Almeida e outros acusados de participação no crime fossem ao Tribunal do Juri. Gonçalves e Amaral participarão de julgamento marcado pelo para o dia 7 de agosto.

Crime

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, Almeida teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário: o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente, o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, conhecido como China; o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira; a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira e o marido dela, o ex-PM Anderson Sousa. Este último teria exercido a função de chefe da segurança do milionário e, segundo as investigações, teria sido o autor dos disparos junto a Pereira.

 

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