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Cotidiano
01/07/2008 - 09h38

Após protesto em SP e quase 900 multas, caminhoneiros se reúnem com prefeitura

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da Folha Online

Após um protesto realizado na segunda-feira (30) que provocou reflexos na marginais Tietê e Pinheiros e de receberem 891 multas por desrespeitar as novas normas para a circulação na cidade de São Paulo, os caminhoneiros se reúnem na tarde de quarta-feira (2) na prefeitura.

Segundo a secretaria municipal de Transportes, na pauta estarão as chamadas excepcionalidades do decreto que determinou as restrições. A pasta nega que a reunião tenha sido motivada pelo protesto realizado ontem e informa que a reunião dá continuidade às tratativas que têm mantido com os sindicatos e associações de caminhoneiros.

Entretanto, o presidente do Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias, Almir Macedo, comemora a reunião e afirma que o encontro é fruto da manifestação. "Já ajudou muito [o protesto de ontem], pois já abriu um precedente para que o secretário nos receba", afirmou.

Macedo descartou novos protestos nesta terça-feira. "Vamos ouvir o que o secretário tem a dizer e só depois tomaremos uma posição", afirma.

Protesto

O protesto dos caminhoneiros realizado ontem foi provocado pelo decreto que traz novas normas de restrição ao tráfego a esse tipo de veículo em parte da cidade de São Paulo.

A manifestação causou congestionamento nas marginais no meio da tarde, quando os caminhões que participavam do protesto ocupavam parcialmente as pistas locais. Às 19h55, a Tietê tinha 7,7 km de lentidão, e a Pinheiros, 7,2 km. No mesmo horário, 79 km, ou 9,5% das vias monitoradas pela CET estavam congestionadas.

As novas medidas entraram em vigor às 5h de ontem. Entre elas está a nova delimitação da ZMRC (Zona Máxima de Restrições a Caminhões). Com a medida, os caminhões de médio e grande portes estão proibidos de circular na área --de 100 km quadrados interna ao centro expandido-- das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados. Fora deste perímetro a circulação é permitida.

A intenção da nova restrição veicular, segundo a prefeitura, é provocar a retirada de cerca de 100 mil dos 210 mil caminhões que rodam na área central --uma melhoria de 14% a 17% no trânsito.

Os sindicatos de condutores, comerciários, lojistas, padeiros e outros presentes ao protesto disseram que as novas normas irão causar prejuízos aos trabalhadores de transporte, às empresas e também a obras e lojas, pois ficará mais difícil abastecer a cidade.

Multas

O esquema de fiscalização conta com agentes da CET, da Secretaria Municipal de Transportes e da Polícia Militar. Segundo a CET, 500 agentes atuam em 16 áreas distintas.

Foram dispostas 1.450 placas de sinalização para divulgar a nova ZMRC. Segundo a CET 16 guinchos foram disponibilizados apenas para atender os casos dos caminhões.

O balanço da fiscalização de caminhões na nova zona de restrição de circulação das 5h às 15h de ontem resultou em 891 autos de infração, sendo 795 executados pelos 501 agentes da CET e 96 pela Polícia Militar. Ainda em operação conjunta com a PM, três caminhões que apresentaram irregularidades foram guinchados.

Um novo balanço a respeito deve ser divulgado nesta terça-feira.

 

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