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Cotidiano
01/07/2008 - 19h35

Jobim diz que pensão às famílias de jovens mortos em morro é "solução razoável"

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O governo federal pretende estabelecer o pagamento de pensão às famílias dos três jovens mortos no morro da Providência, região central do Rio, após serem entregues por militares a uma facção de traficantes. O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse nesta terça-feira que a "solução mais razoável" para o caso é o pagamento de pensão às famílias das vítimas.

"Estamos trabalhando um projeto no Ministério da Defesa e mandando para o presidente da República decidir esse tema. Tenho que conversar ainda com o ministro do Planejamento [Paulo Bernardo], vamos definir na semana que vem", afirmou Jobim.

O ministro disse que a iniciativa não é inédita ao lembrar que, em 1996, o governo federal também pagou pensão a familiares de presos da Polícia Federal que acabaram mortos. "Eu era ministro [da Justiça] na época, por coincidência, e fiz o projeto", afirmou.

Jobim disse que vai manter as tropas do Exército afastadas do morro da Providência uma vez que a Justiça suspendeu as obras do programa "Cimento Social", no qual os militares trabalhavam. "Enquanto não se decide, vamos aguardar. Paralisadas as obras, as tropas foram retiradas", afirmou.

Denúncia

A Justiça Federal do Rio aceitou nesta segunda-feira (30) denúncia contra os 11 militares acusados de entregar os três jovens do morro da Providência a traficantes do morro da Mineira. Ainda esta semana, os militares terão que depor à Justiça sobre o caso.

Os 11 militares faziam parte da tropa do Exército que ocupava o morro da Providência para fazer segurança das obras do projeto Cimento Social, do governo federal. Eles foram presos no último dia 15 e, segundo a polícia, confessaram ter levado, no dia anterior, três jovens detidos no alto da favela a traficantes do morro da Mineira, rivais aos da Providência.

O juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcello Granado, aceitou a denúncia feita na tarde de ontem pelo Ministério Público Federal do Rio contra os 11 militares por triplo homicídio com três agravantes --motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas-- contra os jovens da Providência. Eles já tiveram prisão preventiva decretada.

Na denúncia, o Ministério Público Federal pediu ainda a Granado a quebra dos sigilos telefônicos dos denunciados, para apurar se houve contato entre os militares e os traficantes do morro da Mineira antes da entrega dos três jovens. Isso porque, segundo a denúncia, os 11 militares entraram em zona hostil de forma amistosa, tendo conversado tranqüilamente com um integrante da facção antes de entregarem as vítimas.

A Justiça Federal não informou se o juiz Marcello Granado vai acatar o pedido. A íntegra da decisão do juiz ainda não foi divulgada.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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