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Cotidiano
02/07/2008 - 15h40

Agentes multam 2.800 caminhoneiros em SP; reunião tenta rever restrições

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da Folha Online

O desrespeito às novas medidas para restrição de circulação de caminhões na cidade de São Paulo, que entraram em vigor na segunda-feira (30), já renderam 2.802 multas. Em reunião que será realizada no final da tarde desta quarta na Secretaria Municipal de Transportes, os representantes dos caminhoneiros pretendem reverter as medidas.

O número de multas se refere à fiscalização realizada das 5h às 21h de segunda-feira (30) e terça-feira (1), e das 5h Às 10h desta quarta-feira. Na segunda-feira, primeiro dia de fiscalização, foram aplicadas 1.163 autos de infração. Ontem foram 1.180, e hoje, das 5h às 10h, 459.

Restrição

As novas medidas entraram em vigor às 5h de segunda. Entre elas está a nova delimitação da ZMRC (Zona Máxima de Restrições a Caminhões). Com a medida, os caminhões de médio e grande portes estão proibidos de circular na área --de 100 km quadrados interna ao centro expandido-- das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 14h aos sábados. Fora deste perímetro a circulação é permitida.

A intenção da nova restrição veicular, segundo a prefeitura, é provocar a retirada de cerca de 100 mil dos 210 mil caminhões que rodam na área central --uma melhoria de 14% a 17% no trânsito.

O esquema de fiscalização conta com agentes da CET, da Secretaria Municipal de Transportes e da Polícia Militar. Segundo a CET, 500 agentes atuam em 16 áreas distintas.

Foram dispostas 1.450 placas de sinalização para divulgar a nova ZMRC. Segundo a CET 16 guinchos foram disponibilizados apenas para atender os casos dos caminhões

Reunião

Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias, Almir Macedo, uma eventual alta nos preços aos consumidores será um dos principais argumentos a serem utilizados na reunião para tentar reverter as medidas. Outro argumento é o fato de que a mudança no horário de entregas poderá interferir nas normas do Psiu (Programa de Silêncio Urbano), da própria prefeitura, criado para combater a poluição sonora.

A assessoria de imprensa das secretaria municipal de Transportes, por sua vez, se restringiu a dizer que técnicos apenas "ouvirão" sugestões a respeito de excepcionalidades do decreto que determinou as restrições.

A nova lei também deverá afetar a segurança urbana, segundo o major Walmir Martini, comandante do 23º Batalhão da Polícia Militar. Ele diz acreditar que as novas medidas para o tráfego de caminhões mudará o modo de agir de quadrilhas de roubo de cargas.

Com informações da Folha de S.Paulo

 

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