Jatobá era carinhosa com Isabella, afirma tia de Nardoni em depoimento
colaboração para a Folha Online
Em depoimento na tarde desta quarta-feira ao juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, Fernanda Oliveira Silva Moura, uma tia de Alexandre Nardoni, afirmou que Anna Carolina Jatobá era carinhosa com Isabella, 5, sua enteada.
Os depoimentos das testemunhas arroladas pela defesa do casal tiveram início às 13h30. Moura foi a segunda a depor nesta tarde, logo após o depoimento do jornalista da Folha, Rogério Pagnan. Ele é autor de uma reportagem sobre o caso publicada no dia 10 de abril. Nela, um pedreiro que trabalhava em uma obra disse ter havido um arrombamento na casa, vizinha ao edifício London.
Segundo o Tribunal de Justiça, Moura é casada com um tio de Alexandre há sete anos. Ela classificou o estagiário de direito como brincalhão e um pai muito participativo. Moura disse ainda que Jatobá nunca demonstrou ter ciúmes da garota. Na noite do dia 29 de março, data do crime, ela foi com o marido até o edifício London, na zona norte de SP, acompanhar a irmã de Alexandre, Cristiane, até o apartamento.
Bar
A terceira pessoa ouvida pelo juiz foi a estagiária de direito Natália de Souza Domingos, apontada como amiga de Cristiane. Segundo o Tribunal de Justiça, ela trabalha no escritório de advocacia do pai de Alexandre, Antonio.
Domingos relatou que na noite do crime estava em um bar com Cristiane. Ela viu a irmã do réu receber um telefonema e, como não conseguia ouvir devido ao barulho, foi até o banheiro. Domingos disse que foi com acompanhou Cristiane e que lá a irmã de Alexandre teria entendido apenas que algo havia acontecido com sua sobrinha.
A estagiária de direito não mencionou em depoimento se a irmã do réu disse algo que poderia apontar Alexandre como autor da morte da filha.
Domingos afirmou ainda que estava com Anna no momento em que ela perdeu as chaves do apartamento do edifício London, em fevereiro.
Depoimentos
Nesta quarta, o juiz Maurício Fossen ouve um total de 16 testemunhas elencadas pela defesa. Tratam-se de ex-vizinhos, parentes e amigos da madrasta de Isabella. Cada réu tem direito a oito testemunhas em cada crime --Jatobá e Nardoni respondem por homicídio e fraude processual.
Elas foram arroladas pelo advogado de defesa, Marco Polo Levorin, e dois advogados assistentes dele, Ricardo Martins e Rogério Neres de Sousa. O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela denúncia e pelo pedido de prisão preventiva, também acompanhará os depoimentos.
Além das 30 testemunhas que devem ser ouvidas no Fórum de Santana entre hoje e amanhã, outras duas serão ouvidas por carta precatória. Tratam-se da perita criminal Delma Gama e Narici, que será ouvida em Salvador (BA), e o legista George Sanguinetti, que deverá ser ouvido em Maceió (AL). Os dois foram contratados pela defesa para realizar uma vistoria no apartamento de Nardoni.
Além de Pagnan, Moura e Domingos, devem ser ouvidos ainda hoje Rafael Leitão dos Santos, Felipe Teixeira de Souza --que também deverá depor na quinta-feira a favor de Alexandre--, Rafael Domingos de Souza Severino, Joana Selma Andrade da Silva, José Renato, Vasco Oliveira, Anete de Souza, Márcia Regina Alves Ferreira, Ricardo Alexandre Apence Correa César, Márcio Alves de Moura, Flávia da Silva, Esmeralda Domingos Severino e Thiago César Decanini Cassará.
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