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Cotidiano
03/07/2008 - 14h39

Governo estuda pagar salário mínimo a famílias de jovens da Providência

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RENATA GIRALDI,
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira que até amanhã entregará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proposta de pagamento de indenização para as famílias dos três jovens do morro da Providência (região central do Rio) que foram mortos. Jobim afirmou que a idéia é pagar um salário mínimo a cada família, mas que a proposta deve ser submetida a aprovação na Câmara e no Senado por ser um projeto de lei.

Jobim não explicou se apenas um salário será pago ou se as famílias receberão mensalmente. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério da Defesa informou que o pagamento deve ser mensal, mas o prazo durante o qual ele será pago não está definido.

"Eu quero entregar [o texto do projeto] ao presidente da República ainda esta semana. Nós estamos fazendo o levantamento e está se pensando eventualmente em um salário mínimo", afirmou Jobim. Atualmente o valor do mínimo é de R$ 415.

No último dia 14, Wellington Gonzaga Ferreira, 19, David Wilson da Silva, 24, e Marcos Paulo Campos, 17, foram detidos pelos 11 militares no alto do morro da Providência por desacato e entregues a traficantes do morro da Mineira (centro do Rio), ligados à facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), rival ao CV (Comando Vermelho), que controla o tráfico no morro da Providência.

Os corpos dos jovens foram encontrados no dia seguinte com marcas de tiros e em um lixão em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Em depoimentos, o tenente Vinícius Ghidetti admitiu que entregou os três jovens a um grupo de traficantes adversários.

O assunto virou tema nesta quinta-feira de uma audiência conjunta de três comissões permanentes na Câmara - Relações Exteriores e Defesa Nacional, Direitos Humanos e Segurança Pública. Por cerca de três horas, Jobim tratou sobre a presença do Exército na área. Mais uma vez, o ministro defendeu a participação dos militares como meio de assegurar a realização de obras e a participação do Exército desde que tenha autorização judicial.

Jobim negou, porém, que a função dos militares seja de polícia ou segurança. Segundo o ministro, o objetivo dos militares em operações definidas por ele como "sociais" é de assegurar a realização do projeto.

"O ministro da Defesa assume com transparência e responsabilidade as obras [realizadas no morro da Providência]", disse ele. "[Quando houver autorização judicial] o Exército vai continuar com as obras."

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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