Pedreiros dizem que era preciso informar nome e RG Para entrar no edifício London
ÉBANO PIACENTINI
da Folha Online
Três prestadores de serviços convocados pela defesa do casal Nardoni afirmaram à Justiça nesta quinta-feira que era preciso sempre se identificar e deixar o número do RG para entrar no edifício London, onde morreu a menina Isabella, 5.
Antonio Pereira, pedreiro que trabalhou no prédio na manhã de 29 de março com Wando Gomes, afirmou que, aos sábados, não é permitida a entrada no edifício London para execução de reformas a partir das 13h. A menina foi arremessada do sexto andar do prédio pouco antes da 0h de domingo.
Pereira disse que sempre seguiu o procedimento exigido quando foi ao edifício. Ele disse ainda que seu contratante, Vasco Oliveira, amigo da família Nardoni há muitos anos, ligou para ele e suspendeu temporariamente os serviços em função da morte da garota.
Paulo de Camargo, o terceiro prestador de serviço ouvido hoje, corroborou a versão de Gomes e Pereira. Além disso, ele afirmou que a porta lateral do prédio ficava sempre trancada e só aberta por funcionários do prédio quando um trabalhador precisava entrar.
Nada de novo
Na quarta-feira (2), 14 pessoas prestaram depoimento como testemunhas da defesa do casal Nardoni.
O promotor Cembranelli afirmou que "nada de novo" foi apresentado nos depoimentos das testemunhas convocadas. "Nada mudou para a acusação", disse.
Cembranelli disse que a defesa procurou "mais uma vez desviar o foco do que interessa para determinadas figuras", e que "atira-se para todos os lados para ver se acerta em alguma coisa".
O promotor afirmou também que o fato de os 14 depoimentos terem sido realizados em cinco horas revela a irrelevância das testemunhas. Segundo o Tribunal de Justiça, houve depoimentos de dois minutos e muitos não passaram de 20 minutos.
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