Juiz do caso Isabella ouvirá mais três testemunhas até dia 30
da Folha Online
O Juiz do 2º Tribunal do Júri de Santana, na zona norte de São Paulo, Maurício Fossen, irá convocar três testemunhas para falar em 30 de julho a respeito da morte de Isabella, 5, jogada do sexto andar do edifício London no dia 29 de março. O pai dela, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram denunciados pelo crime e estão presos. O casal nega o crime.
Na quarta (2) e na quinta-feira (3), pessoas arroladas pela defesa prestaram foram ouvidas pela Justiça. Entre as 12 pessoas ouvidas ontem estavam policiais militares que atenderam a ocorrência da morte da garota, prestadores de serviço, uma professora de Isabella, o avô paterno, Antônio, e uma das tias, Cristiane.
Um pedreiro que havia dado entrevista à Folha dizendo que em uma casa atrás do edifício London houve um arrombamento na noite do crime não compareceu.
Uma tia de Isabella, Cristiane, irmã de Alexandre, afirmou que a sobrinha recebia carinho da madrasta, Ana Carolina.
Um dos prestadores de serviço do edifício London, o gesseiro José Vandevaldo Melo Gomes, negou desentendimentos com o pai da menina e diz que chegou a ser hostilizado na rua por pessoas que o acusavam de envolvimento no crime.
Pedreiros que foram arrolados pela própria defesa do casal negaram que o edifício é inseguro. Esta é uma das principais afirmações da defesa para sustentar a tese de que uma terceira pessoa teria entrado no edifício e matado a garota.
Em entrevista realizada após os depoimentos arrolados pela defesa, o advogado Marco Polo Levorin negou haver provas que incriminem o casal.
O promotor do caso, Francisco Cembranelli, disse após os testemunhos que nada de novo sobre o caso Isabella foi apresentado nos relatos das pessoas arroladas pela defesa.
O avô paterno de Isabella afirmou que irá divulgar um dossiê com aquilo que ele considera irregularidades no inquérito sobre o caso.
Acusação
Os depoimentos colhidos nesta semana foram feitos após os depoimentos das testemunhas arroladas pelo Ministério Público.
Os testemunhos de acusação ocorreram nos dias 17 e 18 de junho. Durante os depoimentos de acusação, a mãe da garota, Ana Carolina Oliveira, afirmou que o próprio pai da criança, Nardoni, temia deixar Isabella sozinha com a madrasta dela, Anna Carolina Jatobá.
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