Publicidade

Cotidiano
04/07/2008 - 23h01

Para irmão, vôo malsucedido do padre Carli trouxe retorno para seu projeto

Publicidade

DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba

A família do padre Adelir de Carli vai enviar amostras de sangue do pai do religioso, o aposentado Aurélio de Carli, 65, para fazer a identificação do corpo pelo exame de DNA.

Para o irmão do padre, Marcos de Carli, 29, ele cumpriu sua missão de divulgar o trabalho da pastoral de apoio a caminhoneiros desenvolvida na paróquia de Paranaguá. "O vôo trouxe muito retorno para o projeto dele, mesmo tendo pago com a vida. Ele sempre fez isso em prol dos outros e nunca para favorecer o próprio ego."

Marcos afirmou que o cadáver encontrado no litoral fluminense está em adiantada decomposição. "Não dá para fazer a identificação nem pelo exame de arcada dentária", disse.

Anteontem, parte de um corpo foi resgatada por um navio que presta serviço à Petrobras na região de Maricá (RJ). A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se o corpo é do religioso. Carli desapareceu em 20 de abril, após levantar vôo amarrado a balões de festa em Paranaguá, no litoral do Paraná.

O que leva a família a ter esperanças de que seja o padre foi a descrição da roupa que estava no corpo. Segundo o irmão, pelas informações repassadas pela Petrobras e pela Polícia Civil, o cadáver tinha o mesmo macacão de pára-quedista usado pelo religioso.

"Estamos com uma expectativa grande de que seja o meu irmão. Afinal poderemos dar a ele um funeral e colocar um fim a esse ponto de interrogação. Queremos que essa agonia da família e dos amigos acabe."

A família decidiria ainda ontem quem viajaria ao Estado do Rio para acompanhar os trabalhos de identificação. Em caso de identificação positiva, a família do padre quer fazer o funeral em Ampére (510 km de Curitiba), cidade natal dele.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca