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Cotidiano
04/07/2008 - 23h13

Militares viram jovem da Providência ser espancado sem reagir, dizem soldados

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O soldado Sidney de Oliveira Barros, um dos militares acusado a entregar jovens do morro da Providência (centro do Rio) a traficantes, confirmou que o grupo viu um dos rapazes da Providência ser espancado por um dos criminosos do morro da Mineira. Antes de Barros, que depôs à Justiça na noite desta sexta-feira, o soldado Rafael Costa Sá contou que também viu a agressão.

Apesar de ter presenciado o espancamento, na entrada do morro da Mineira, a tropa virou as costas aos rapazes e desceu "com pressa" da Mineira, disse Barros em depoimento.

O soldado alegou que não interveio na cena porque não imaginou que os jovens seriam mortos.

"Estava assustado, não pensei em nada. A situação [encontro com os traficantes] me pegou de surpresa, não sabia muito o que fazer. Depois que voltei [para o quartel] fiquei pensando na besteira que o tenente tinha feito".

O juiz Marcello Granado argumentou que os militares deveriam ter questionado o tenente Vinícius Ghidetti sobre a missão. "Se fosse eu, quando saltasse do carro ia perguntar saber o que aconteceu", disse o juiz.

Barros afirmou que teve medo de, ao relatar o caso a superiores, sofrer represálias e não vir a ser convocado para atuar na missão de paz no Haiti.

Ao chegar de volta no quartel, relatou Barros, o tenente disse aos demais militares: "Levei vocês 'pro barro'", mas pediu que ninguém comentasse o caso.

O soldado Sidney Barros disse ainda que o tenente "estava rindo o tempo todo" e confirmou que ele disse, "bem alto", que os três jovens eram um "presentinho" para os traficantes.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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