PMs negam ter baleado menino no Rio; polícia faz operação em morro
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Os policiais militares que perseguiam supostos assaltantes quando um menino de 3 anos foi baleado, na noite de domingo (6) negaram, em depoimento à Polícia Civil, que tenham atirado contra o carro onde estava a criança.
O menino teve morte cerebral, informou na manhã desta segunda-feira o hospital Copa D'Or. Também nesta segunda, a Polícia Civil faz uma operação no morro da Formiga, na Tijuca (zona norte), próximo à rua onde o crime aconteceu.
O menino João Roberto Amaral estava no carro com a mãe quando foi baleado na cabeça durante uma perseguição rua General Espírito Santo Cardoso.
Depoimentos
Em depoimento na 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), os dois policiais militares que faziam a perseguição alegaram que não atiraram contra o carro da mãe de João Roberto.
"Eles confirmam que houve um tiroteio com os assaltantes mas que só atiraram contra o carro deles [criminosos]. Agora teremos que ouvir outras testemunhas, mas, por enquanto, vamos poupar os pais do menino", disse o delegado da 19ª DP.
Testemunhas disseram que os policiais teriam confundido o carro da mãe da criança com o dos bandidos. Os tiros só teriam cessado depois que a mãe, desesperada, saiu do carro pedindo socorro.
Operação
Policiais da 19ª DP e da DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis) estão no morro da Formiga desde aproximadamente às 10h30.
O delegado titular da 19ª DP, Walter de Oliveira, disse que a operação não tem relação direta com o caso.
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