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Cotidiano
07/07/2008 - 20h00

Policial que atirou em jovem em Ipanema é denunciado por homicídio

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Colaboração para a Folha Online, no Rio

O Ministério Público Estadual do Rio ofereceu nesta segunda-feira denúncia (acusação formal) à Justiça contra o policial militar que matou o estudante Daniel Duque, 18, em Ipanema (zona sul do Rio), no dia 28 de junho. O policial Marcos Parreira fazia a segurança do filho de uma promotora de Justiça na saída da boate Baronneti. Para apartar uma briga, Parreira fez dois disparos para o alto e um para o chão, que ele alega ter sido acidental, atingindo Duque. O estudante morreu.

O Ministério Público denunciou Parreira por homicídio com dolo eventual --quando o autor do delito assume o risco de morte ou lesão à vítima. Em depoimento à 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), Parreira havia alegado legítima defesa. O caso será julgado pelo 3º Tribunal do Júri no Rio.

A interpretação do promotor Marcelo Monteiro, autor da denúncia, segue o inquérito policial, que conclui, no último dia 3, ter havido homicídio doloso (com intenção). O laudo do IML (Instituto Médico Legal) revelou que o tiro que atingiu o estudante foi feito à queima-roupa pelo policial. De acordo com o diretor de polícia da capital, Sérgio Caldas, o laudo concluiu que o tiro que atingiu Duque, na axila, foi "à curtíssima distância".

Amigos de Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco, contaram em depoimento prestado à 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) no dia do crime que o policial deu dois tiros para o alto para tentar defendê-los de um grupo de jovens que tentavam agredi-los. O terceiro disparo, que atingiu e matou o estudante, foi feito "acidentalmente" por Parreira quando o suposto grupo de agressores tentava tirar a arma do policial, segundo relato do estudante Bruno Monteiro Leite, amigo de Pedro.

Dois dias após o crime, o Ministério Público abriu investigação própria sobre o caso e disse que pode rever a concessão de seguranças a promotores, como era o caso do policial. Parreira fazia a segurança da promotora há sete anos por causa de ameaças que a promotora recebia do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, contra quem ela atuou.

 

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