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Cotidiano
08/07/2008 - 13h06

Delegado pede prisão de policiais que atiraram contra menino no Rio

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

A Polícia Civil pediu à Justiça nesta terça-feira a prisão temporária dos dois policiais militares que atiraram contra o carro onde estava João Roberto Amaral, 3, na noite de domingo (6). O menino chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ontem.

Os policiais confundiram o veículo da mãe de João Roberto com o de supostos assaltantes em fuga, segundo o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame.

João Roberto estava no carro com a mãe, Alessandra Amaral, e o irmão de nove meses na rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca (zona norte), quando foi atingido pelos tiros. Ele teve morte cerebral confirmada no fim da tarde de segunda-feira (7), e os aparelhos que mantinham seu coração batendo foram desligados às 20h10.

O delegado Walter de Oliveira, que investiga o caso, informou que pediu na manhã desta segunda-feira a prisão do cabo William de Paula e do soldado Elias Gonçalves da Costa Neto. Os dois, segundo ele, foram os autores dos disparos.

Os PMs são lotados no 6º Batalhão de Polícia Militar (Tijuca) e, desde ontem, estão presos administrativamente no batalhão --a detenção terminaria amanhã. Já a prisão temporária, se determinada pela Justiça, valerá por 30 dias.

Familiares e amigos de João Roberto planejam uma manifestação durante o enterro do garoto, que acontecerá às 17h desta terça no cemitério do Caju (zona norte).

Treinamento

Também na tarde desta terça, o secretário José Mariano Beltrame vai inaugurar a Universidade da Polícia do Rio, um centro de qualificação de policiais.

Ontem, o secretário chamou de "infeliz coincidência" a inauguração do centro para treinar melhor policiais no dia seguinte a um episódio que, segundo ele, revelou a falta de preparo de dois policiais militares. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), também participará da cerimônia.

 

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