Polícia indicia por homicídio mãe que jogou bebê pela janela em Curitiba
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Curitiba
A Polícia Civil do Paraná indiciou por suspeita de homicídio doloso (com intenção) a auxiliar de enfermagem Tatiane Damiane, 41, que há nove dias atirou a filha de oito meses do sexto andar do prédio em que moravam em Curitiba.
Damiane foi presa em flagrante e confirmou ter matado a filha. Aparentava transtorno mental e disse que "não gostava mais de ficar com ela". Em depoimento, afirmou que estava "cansada" de criar a filha sozinha e que "nunca" havia sentido nada pela criança.
No entanto, amigos, o pai da criança e professoras da creche do bebê disseram à polícia que a auxiliar de enfermagem era carinhosa com a filha.
"Nos depoimentos que ouvimos, inclusive do pai da menina, a mãe sempre foi vista como uma pessoa preocupada com a filha, que dava tudo de bom para ela", disse o superintendente do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime) da Polícia Civil, Luiz Dias de Souza.
Damiane disse ser usuária de remédios contra a depressão. Durante sua apresentação à imprensa, afirmou sofrer de esquizofrenia. Laudos psiquiátricos e toxicológicos requisitados pela polícia ainda não foram concluídos e serão anexados à investigação durante a tramitação do caso na Justiça.
O curso da apuração pode ser alterado, segundo a polícia, se os laudos trouxerem novas informações. A tese de homicídio doloso é baseada nos depoimentos. "Até que se prove o contrário, ela é uma pessoa normal e cometeu o crime porque quis", disse Souza.
O advogado de Damiane, Cláudio Dalledone Júnior, segundo sua assessoria, estava em audiência durante toda a tarde de hoje e não poderia falar com a reportagem.
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