Médicos acusam Ministério da Saúde de omitir epidemia
da Folha de S.Paulo
Dois médicos que ocuparam cargos de chefia no Ministério da Saúde acusam a pasta de omitir uma epidemia de febre amarela. Eles também defendem uma avaliação externa da vacina feita pela Fiocruz.
O ex-coordenador de Doenças Transmissíveis, José Ricardo Pio Marins, que deixou a pasta em junho, protocolou na Procuradoria-Geral da República e no Conselho Federal de Medicina uma representação, revelada pelo jornal "O Estado de S.Paulo", acusando o ministro José Gomes Temporão e dois funcionários de serem antiéticos.
A ex-coordenadora de vigilância de doenças transmitidas por vetores, Rosely Cerqueira, também diz que foi afastada após divergências. "Estou no ministério há nove anos, vivenciei epidemias [em Estados] e sempre chamamos de epidemia. Neste ano, não."
Outro lado
Em nota, o ministério afirma que "não há evidência epidemiológica" para considerar os casos como epidemia, já que o número é menor do que em alguns anos, e diz lamentar "tentativas de fazer de um evento de saúde pública que causou dano à população, palco para afirmações levianas".
A Fiocruz afirmou em nota que a vacina pode causar reações ocasionais e que a qualidade da vacina é atestada pela Organização Mundial da Saúde.
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