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Cotidiano
11/07/2008 - 19h50

Acusado de chefiar milícia, deputado Natalino é expulso da Polícia Civil do Rio

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O deputado estadual Natalino Guimarães (DEM) foi expulso nesta sexta-feira da Polícia Civil do Rio. Ele pertencia aos quadros da polícia como inspetor. Seu irmão, o vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho (PMDB), também inspetor policial, teve a aposentadoria cassada. Ambos são acusados de chefiar uma milícia da zona oeste do Rio.

As duas medidas foram publicadas no "Diário Oficial" do Estado e assinadas pelo secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Natalino e Jerominho estão sendo processados, e Jerominho foi preso em dezembro do ano passado. A assessoria dos irmãos afirma que nunca houve nada provado contra eles e nega que ambos tenham participação de qualquer milícia.

A secretaria enquadrou os dois na "prática de jogos proibidos", de acordo com o inciso 2º do artigo 52 da Lei 220/ 75, da legislação policial do Rio, citado pelo órgão para aplicar as punições. A pasta não informou o valor da aposentadoria de Jerominho e do salário de Natalino.

Na semana passada, em depoimento à CPI da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) que investiga a atuação de milícias, o delegado Marcus Neves apontou os dois irmãos como os líderes do principal grupo miliciano do Rio. Neves é titular da 35º Delegacia, Campo Grande (zona oeste do Rio), uma das áreas com o maior número de favelas controladas por milícias no Rio, de acordo com a Polícia Civil.

Na interpretação da Secretaria de Segurança, Natalino e Jerominho cometeram as seguintes infrações: empenhar-se em atividades que prejudiquem o fiel desempenho da função policial, eximir-se do cumprimento de suas obrigações funcionais e violar o código de ética policial.

Ainda para a secretaria, Natalino ainda se valeu do cargo de inspetor "para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função pública" e Jerominho foi enquadrado por "referir-se de modo depreciativo" a alguma autoridade policial.

A assessoria de imprensa do deputado e do vereador ainda não foram encontradas pela Folha Online para se manifestar sobre o caso.

 

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