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Cotidiano
13/07/2008 - 09h01

Suspeito de chefiar máfia dos fiscais acompanhou Kassab em campanha

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do Agora

Afastado do cargo de assistente técnico de Coordenação e Planejamento Urbano, Georges Marcelo Eivazian, 29 anos, acusado pela polícia de chefiar a máfia dos fiscais no Brás (região central de SP), tinha prestígio no partido do prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM).

Na última quinta-feira, um dia antes de ser preso, acompanhou Kassab em corpo-a-corpo com eleitores no Parque São Lucas (zona leste). A assessoria de Kassab informou ontem que Eivazian não faz parte da comitiva de campanha.

Em uma das gravações interceptadas pela polícia com autorização policial, divulgada ontem pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, Eivazian chega a fazer uma ironia, ao falar que vai fazer dois braços mecânicos: um para "dar a mão para pobre e outro para carregar a maleta de dinheiro".

Assessor político do subprefeito Eduardo Odloak, com salário de cerca de R$ 3.000, Eivazian era um dos nomes cogitados para assumir a chefia de Gabinete da Subprefeitura da Vila Prudente, o segundo cargo mais importante do órgão.

Eivazian foi candidato a deputado estadual nas eleições de 2006 pelo então PFL. Obteve 4.891 votos e não conseguiu a vaga. Em 2004, já tinha tentado ser vereador pelo mesmo partido, sem sucesso --conquistou 3.264 votos. Ele era visto por pessoas próximas como um jovem simpático, inteligente e aguerrido politicamente. Era muito próximo a seu irmão, Felipe Eivazian, encarregado de serviços gerais da prefeitura, que também foi preso.

Georges Eivazian nega as acusações. "Isso é tudo armação. Não peguei propina nenhuma", disse.

 

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