Justiça manda soltar policial militar envolvido na morte de jovem em Ipanema
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A Justiça do Rio decidiu soltar nesta segunda-feira o soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Marcos Parreira do Carmo, preso desde o último dia 28 suspeito de matar o estudante Daniel Duque Pittman, 18, com um tiro em Ipanema (zona sul). O disparo atravessou o tórax do estudante que não resistiu ao ferimento.
O crime aconteceu em frente de uma boate, onde a vítima havia passado a noite na companhia de dois amigos. Segundo informações da polícia, Pittman teria se envolvido em uma briga no interior da boate. A confusão continuou do lado de fora e o estudante foi baleado.
A partir do depoimento de testemunhas e de imagens do circuito interno da boate, a polícia identificou o soldado da PM como o autor do disparo.
Carmo fazia a segurança do filho da promotora de Justiça Márcia Velasco na saída da boate Baronneti. Para apartar uma briga, Parreira fez dois disparos para o alto e um para o chão, que ele alega ter sido acidental, atingindo Duque. O estudante morreu.
O Tribunal de Justiça ainda não informou os motivos pelo qual Carmo teve a liberdade concedida. Ele estava com prisão temporária, de 30 dias, decretada.
Na semana passada, o Ministério Público Estadual denunciou Carmo por homicídio com dolo eventual --quando o autor do delito assume o risco de morte ou lesão à vítima. Em depoimento à 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), o PM alegou legítima defesa. O caso será julgado pelo 3º Tribunal do Júri no Rio.
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