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Cotidiano
15/07/2008 - 13h26

PM apóia conduta de militares em ação que causou morte de vítima de assalto no Rio

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Colaboração para a Folha Online, no Rio

O tenente-coronel Rogério Leitão, relações públicas da PM (Polícia Militar) do Rio, disse nesta terça-feira que a corporação não acredita ter havido erro na conduta dos PMs envolvidos na ação que resultou na morte de uma vítima de seqüestro relâmpago, na noite de ontem (14).

Investigações preliminares indicam que Jeferson dos Santos Leal rendeu o administrador Luiz Carlos Soares da Costa, 36, e entrou no carro da vítima. Na perseguição, Leal teria atirado contra os PMs. E, em troca de tiros, os dois ocupantes do veículo foram baleados. O administrador não resistiu aos ferimentos.

De acordo com Leitão, a conduta dos PMs foi correta porque eles apenas "reagiram a uma injusta agressão". O relações públicas afirmou que os PMs suspeitos em nenhum momento desejaram a morte dos dois --vítima e suspeito. "Os PMs tiveram todo o cuidado. Ligaram as sirenes, acionaram outras viaturas. E ainda assim houve fuga. Não houve um disparo durante a perseguição, só quando o homem começou a atirar contra eles".

Familiares de Costa dizem que os funcionários do hospital onde ele foi socorrido contaram ter recebido dos PMs a orientação de não ter pressa no atendimento a Costa e a Leal, por serem "dois bandidos". Leitão negou que a PM tenha conhecimento da denúncia, mas afirmou que, se ela for confirmada, os PMs serão punidos.

O delegado-titular da 17ª DP, José Moraes Ferreira, disse na manhã desta terça-feira que três fuzis foram apreendidos no carro dos PMs, embora, de acordo com o registro, fossem quatro as armas. Conforme o delegado, uma perícia inicial dá conta de que os PMs tinham uma pistola, além dos fuzis.

Segundo a PM, todas as armas que estavam com os PMs e que foram exigidas pela delegacia foram entregues.

 

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