Prefeitura realiza nova operação contra comércio ilegal na região do Brás
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
Equipes da Subprefeitura da Mooca e da Guarda Civil Metropolitana realizam nesta terça-feira nova operação contra o comércio ilegal na região do Brás, em São Paulo. A fiscalização ganhou reforço desde ontem. Na última sexta, 11 pessoas foram presas sob a acusação de extorquir dinheiro de ambulantes e comerciantes em troca de não fiscalizar irregularidades.
Hoje, 70 agentes de apoio da prefeitura e cerca de 20 guardas participam da ação, de acordo com a subprefeitura. Ainda não foi divulgado um balanço da operação.
A operação de ontem, de acordo com o subprefeito Eduardo Odloak, foi uma resposta à operação da Polícia Civil, que prendeu cinco funcionários da Subprefeitura da Mooca, um advogado e cinco camelôs apontados como os responsáveis pelo recolhimento da propina. "Estamos buscando intensificar a fiscalização até para que as pessoas não pensem que elas podem invadir áreas públicas impunemente."
Odloak prestou depoimento ontem na 5ª Delegacia Seccional. O subprefeito afirmou que decidiu ir espontaneamente à delegacia para pedir à polícia que encaminhe a documentação para subsidiar os procedimentos de demissão dos servidores envolvidos.
O delegado Luís Storni, responsável pelas investigações, deve concluir o inquérito nesta sexta e pedir a prisão preventiva dos 11 detidos na sexta-feira.
Protesto
Ambulantes, guardas-civis e PMs entraram em confronto ontem durante a passeata realizada na região central da cidade. Um GCM usou gás pimenta e houve troca de empurrões. O protesto contou com cerca de 150 camelôs, segundo a PM --o sindicato falou em pelo menos 350 pessoas.
Os ambulantes apoiaram a prisão dos 11 acusados, criticaram o reforço da fiscalização no Brás, exigiram o afastamento do subprefeito e pediram uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para o caso.
Arrecadação
Cinco dos 11 presos na sexta-feira trabalhavam na Subprefeitura da Mooca. O esquema foi denunciado há três meses por ambulantes e, segundo o Ministério Público, era comandado por duas quadrilhas que atuavam na subprefeitura. Elas faturavam mais de R$ 1 milhão por mês.
Também foram presos também cinco camelôs e um advogado. Eles irão responder por crimes de concussão, formação de quadrilha e corrupção passiva.
Com Agora
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