PM envolvido na morte de jovem em Ipanema volta ao trabalho
da Folha Online
O policial militar Marcos Parreira do Carmo, acusado de ter matado o estudante Daniel Duque Pittman, 18, em Ipanema (zona sul do Rio), voltou ao trabalho na terça-feira (15).
O crime ocorreu em 28 de junho, em frente a uma boate, e Carmo teve a prisão temporária decretada por 30 dias. No entanto, na última segunda-feira (14), o juiz Sidney Rosa da Silva, do 3º Tribunal do Júri do Rio, interrogou o policial e considerou que a prisão foi ilegal. Com isso, ele foi libertado.
Segundo a PM (Polícia Militar), Carmo realiza trabalhos administrativos. Não foi confirmado o período em que ele permanecerá afastado das ruas.
Crime
O crime aconteceu em frente da boate Baronneti, onde a vítima havia passado a noite na companhia de dois amigos. Segundo informações da polícia, Pittman teria se envolvido em uma briga no interior da boate. A confusão continuou do lado de fora, e o estudante acabou baleado.
A partir do depoimento de testemunhas e de imagens do circuito interno da boate, a polícia identificou o soldado da PM como o autor do disparo. Carmo fazia a segurança do filho da promotora de Justiça Márcia Velasco.
Parreira alegou que disparou tiros para apartar a briga. À Justiça, ele disse que a arma disparou acidentalmente quando o próprio estudante tentava tirá-la de sua mão. Amigos de Duque negam.
O estudante foi atingido no tórax e não resistiu ao ferimento. Carmo foi denunciado (acusado formalmente) pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual --quando o autor do delito assume o risco de morte ou lesão à vítima.
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