SP registra umidade do ar de 25% e deixa cidade em estado de atenção
da Folha Online
São Paulo registrou índice mínimo de umidade relativa do ar de 25% nesta quarta-feira em medição realizada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O índice --observado por volta das 16h-- coloca o município em estado de atenção. O número pode baixar ainda mais devido à condições de vento favoráveis à dispersão da umidade, de acordo com o instituto. Não chove na cidade há 24 dias.
Pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura de São Paulo, o menor índice registrado hoje foi de 29% em no medidor de Campo Limpo (zona sul). A temperatura mais alta foi de 24,7ºC em Perus (zona norte).
De acordo com o CGE, os índices de umidade podem aumentar somente a partir da próxima terça-feira (22), quando uma frente fria se aproxima da região. Porém, o fenômeno tem fraca intensidade e não deve trazer chuvas, somente aumentará o nível de umidade e facilitará a dispersão de poluentes.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) indica como adequada para a saúde das pessoas a umidade relativa do ar em torno de 60%. É considerado estado de atenção quando a umidade relativa está entre 20% e 30%. O estado de alerta é considerado quando a umidade fica entre 12% e 20%. Abaixo de 12%, a OMS define como estado de emergência.
Sem chuvas
O último registro de chuva feito pelo Inmet foi no dia 22 de junho deste ano, quando a cidade foi atingida por 2,9 milímetros de precipitação. Desde então, ocorrem condensações do vapor da água, conhecidos como orvalhos, ou chuviscos que não chegam nem a interferir nos índices medidos.
Registros do instituto apontam ainda que o último índice significativo foi registrado há um mês, no dia 16 de junho, com 11,6 milímetros.
Cuidados com a saúde
Para tentar evitar danos à saúde durante o período de ausência de chuvas e frio, o Ministério da Saúde, a Secretarias Estadual de Saúde e o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) recomendam cuidados com a alimentação, hábitos e dicas simples que podem ser colocadas em prática em casa.
Alimentação
- comida: a dica é substituir alimentos fritos pelos assados, que facilitam o processo de digestão e consumir frutas e verduras ricas em vitamina C
- líquidos: é recomendada a ingestão freqüente de líquidos --como água, sucos naturais e água de coco-- e de alimentos saudáveis --principalmente frescos
Limpeza de casa
- faxina: é eficaz para evitar o acúmulo de poeira. Se a pessoa tiver alergia, é recomendável evitar tapetes e cortinas
- vassoura: evite. É melhor usar aspirador e pano úmido
Umidade
- bacias com água: elas melhoraram a umidade do ar, assim como o uso de toalhas molhadas
- vaporizadores: também são eficazes
Higiene pessoal
- banhos quentes: apesar do frio, evite banhos muito quentes. Eles ressecam a pele
- cremes: auxiliam na hidratação
- olhos e narinas: uso de soro fisiológico evitam o ressecamento
Roupas
- boné e roupas leves: protegem contra os efeitos do sol e do calor da seca
- roupas de frio: peças feitas com lã podem conter ácaro. Antes de tirá-las dos armários, a dica é lavá-las
Exercícios físicos
- horário: o mais recomendável é evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h
- intensidade: modere. o tempo seco reduz a capacidade do corpo para a prática de atividades
Hábitos e vícios
- aglomerações: evite ao máximo, principalmente em ambientes fechados. Prefira locais arejados, mas protegidos do sol
- fumo: não fume. Os alérgicos devem evitar locais com ambientes de cigarro
Fontes: Ministério da Saúde, secretarias Estadual e Municipal de Saúde.
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