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Cotidiano
16/07/2008 - 17h25

PMs envolvidos em morte de administrador podem ser expulsos, diz corporação

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DIANA BRITO
Colaboração para a Folha Online, no Rio

O relações-públicas da PM (Polícia Militar) do Rio, o coronel Rogério Leitão, afirmou nesta quarta-feira que os quatro PMs envolvidos na ação que resultou na morte do administrador Luiz Carlos da Costa, 36, ontem (15), podem ser punidos pela conduta adotada no caso. Essa punição, ainda de acordo com o coronel, pode chegar à expulsão.

Ontem, Leitão havia afirmado que a corporação não via erro na conduta dos PMs, mas admitia que eles poderiam ser punidos, caso algum problema fosse comprovado. Horas depois, o SBT revelou ter imagens da ação.

Nas imagens, os PMs aparecem saltando do carro e andando, com armas apontadas, em direção ao veículo onde estavam o administrador e Jefferson dos Santos Leal, 18, suposto seqüestrador. Os dois já estão baleados. Os PMs, então, abrem as portas do carro e tiram os homens pelos pés.

Enquanto os dois baleados são revistados, um terceiro PM pega uma pistola do chão e a coloca no teto do carro. De acordo com a 17ª DP (São Cristóvão), a pistola pertencia a Leal, suspeito de ter rendido Costa minutos antes do confronto com os PMs. Uma das armas dos PMs, outra pistola, não foi entregue à DP que investigará o caso.

Na seqüência, as imagens mostram um PM arrastando uma das vítimas pelos pés, desta vez pelo asfalto. Um outro PM chega a chutar o braço direito do homem que, conforme captaram as imagens, ainda se mexe. Uma das cenas mostra o rapaz respirando.

Quando uma van --que, segundo a PM, era do Batalhão Prisional da Polícia Militar-- chega para recolher os feridos, eles são carregados pelos pés e pelos braços. No veículo, os dois são levados ao Hospital Geral de Bonsucesso. O vídeo termina com a imagem de um dos PMs dirigindo o carro de Costa --ou seja, alterando a cena do crime.

Um sobrinho do administrador disse que os funcionários do hospital onde ele foi socorrido relataram ter recebido dos PMs orientação para não ter pressa em socorrer ele e o outro rapaz, pois seriam "dois bandidos".

 

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