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Cotidiano
16/07/2008 - 20h49

Suspeito de seqüestrar administrador morto por PMs morre no Rio

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da Folha Online

Morreu nesta quarta-feira no Hospital Geral de Bonsucesso (zona norte do Rio) Jeferson dos Santos Leal, 18, suspeito de fazer um seqüestro-relâmpago com o administrador Luiz Carlos Soares da Costa, 36, que foi morto após ser baleado pela Polícia Militar na noite de segunda-feira (14).

Testemunhas disseram, segundo a polícia, que os policiais atiraram contra o carro onde estava o suspeito e o administrador.

Segundo a 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão), Costa dirigia para casa na Linha Amarela, na altura de Bonsucesso (zona norte), quando foi abordado por Leal. Policiais militares que passavam de carro pelo local viram o suspeito e seguiram o veículo, de acordo com a delegacia. Na avenida Leopoldo Bulhões, houve a troca de tiros, e Costa e Leal foram atingidos e levados para o hospital de Bonsucesso.

O hospital informou que Costa já chegou morto, com tiros no tórax e no braço direito. Santos, ferido no abdômen, foi operado.

Testemunhas contaram à polícia que os PMs se aproximaram atirando, mas a corporação nega e afirma que os policiais apenas revidaram a tiros disparados pelo suspeito.

Costa era funcionário da área administrativa do parque gráfico da Infoglobo, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense).

A ação dos policiais foi flagrada por um cinegrafista do SBT. Veja as imagens da ação da PM que causou morte do administrador

Reprodução
Cinegrafista flagra ação da Polícia Militar do Rio que resultou em morte do administrador administrador Luiz Carlos da Costa, 36
Flagrante da ação da PM do Rio que resultou na morte de Luiz Carlos da Costa; a imagem mostra um PM pisando em Costa

As imagens mostram que os PMs envolvidos na ação arrastam o administrador, ainda vivo, pelo asfalto, e mexeram diversas vezes na cena do crime. Antes de as imagens serem divulgadas, a Polícia Militar concedeu entrevista e classificou a atitude dos policiais como correta e cautelosa.

Ontem (15), a mãe de Leal, Marize Braz Santos, contou à Polícia Civil que seu filho era envolvido há três anos com supostos criminosos da favela Vila do João, no complexo da Maré (zona norte), onde morava com a mãe.

Ela contou ainda que seu filho parou de estudar aos 15 anos. Há pouco tempo, apareceu em casa com um tiro de raspão na perna e, segundo a mãe, alegou ter sido vítima de bala perdida.

 

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