Índice de umidade do ar mantém cidade de São Paulo em estado de atenção
da Folha Online
O índice de umidade relativa do ar mais baixo registrado nesta quinta-feira em São Paulo foi de 27%, em Parelheiros, na zona sul, por volta das 15h, de acordo com as medições do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura. O índice deixa a cidade em estado de atenção para baixa umidade, mas é um pouco mais elevado que o registrado na quarta-feira (16).
Já o menor índice registrado hoje pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) foi de 28% entre as 14h e as 15h. Os dois institutos --CGE e Inmet possuem estações em diferentes pontos da cidade.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a umidade relativa do ar considerada adequada para a saúde das pessoas é em torno de 60%. É considerado estado de atenção quando a umidade relativa está entre 20% e 30%. O estado de alerta é considerado quando a umidade fica entre 12% e 20%. Abaixo de 12%, a OMS define como estado de emergência.
Nesta quinta, a temperatura mais alta registrada na cidade pelo CGE foi de 24,9ºC em Itaquera (zona leste), no entanto, a sensação pode ser de temperatura mais alta devido ao vento mais ameno e ao dia ensolarado.
Não chove em São Paulo desde o último dia 22 de junho, quando a cidade registrou 2,9 milímetros de chuva. Desde então, ocorrem condensações do vapor da água, conhecidos como orvalhos, ou chuviscos que não chegam nem a interferir nos índices medidos.
Registros do instituto apontam ainda que o último índice significativo foi registrado há um mês, no dia 16 de junho, com 11,6 milímetros.
A previsão do tempo indica que somente no final da próxima semana uma frente fria se aproxime da cidade com possibilidade de melhorar os índices de umidade do ar, porém, sem chance de chuvas, de acordo com meteorologistas.
Cuidados com a saúde
Para tentar evitar danos à saúde durante o período de ausência de chuvas e frio, o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e o CGE recomendam cuidados com a alimentação, hábitos e dicas simples que podem ser colocadas em prática em casa.
Alimentação
- comida: a dica é substituir alimentos fritos pelos assados, que facilitam o processo de digestão e consumir frutas e verduras ricas em vitamina C
- líquidos: é recomendada a ingestão freqüente de líquidos --como água, sucos naturais e água de coco-- e de alimentos saudáveis --principalmente frescos
Limpeza de casa
- faxina: é eficaz para evitar o acúmulo de poeira. Se a pessoa tiver alergia, é recomendável evitar tapetes e cortinas
- vassoura: evite. É melhor usar aspirador e pano úmido
Umidade
- bacias com água: elas melhoraram a umidade do ar, assim como o uso de toalhas molhadas
- vaporizadores: também são eficazes
Higiene pessoal
- banhos quentes: apesar do frio, evite banhos muito quentes. Eles ressecam a pele
- cremes: auxiliam na hidratação
- olhos e narinas: uso de soro fisiológico evitam o ressecamento
Roupas
- boné e roupas leves: protegem contra os efeitos do sol e do calor da seca
- roupas de frio: peças feitas com lã podem conter ácaro. Antes de tirá-las dos armários, a dica é lavá-las
Exercícios físicos
- horário: o mais recomendável é evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h
- intensidade: modere. o tempo seco reduz a capacidade do corpo para a prática de atividades
Hábitos e vícios
- aglomerações: evite ao máximo, principalmente em ambientes fechados. Prefira locais arejados, mas protegidos do sol
- fumo: não fume. Os alérgicos devem evitar locais com ambientes de cigarro
Fontes: Ministério da Saúde, secretarias Estadual e Municipal de Saúde
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