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Cotidiano
17/07/2008 - 19h41

Ato e um minuto de silêncio marcam um ano do acidente com o vôo 3054 em SP

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Colaboração para a Folha Online

Uma manifestação marca nesta quinta-feira o maior acidente aéreo ocorrido no país. Às 18h48 do 17 de julho de 2007, o Airbus da TAM que fazia o vôo 3054 passou direto por uma das pistas do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo), atravessou a avenida Washington Luís, bateu contra um galpão da própria empresa e explodiu. No total, 199 pessoas morreram.

Enquanto parentes e amigos das vítimas se reúnem em um ato no local onde ocorreu o acidente, a data também foi lembrada no aeroporto. No horário aproximado da tragédia, por meio do sistema de som do terminal, foi anunciado um minuto de silêncio. Além de funcionários da companhia aérea, muitos passageiros também pararam o que estavam fazendo em memória das vítimas.

O terreno onde ficava o galpão da TAM Express foi doado à prefeitura para a construção de uma praça ou memorial às vítimas. Atualmente cercado por tapumes, o local recebeu na noite desta quinta um ato multireligioso que, segundo estimativas da Polícia Militar, reuniu 1.500 pessoas.

O ato foi aberto pelo presidente da Afavitam (Associação dos Familiares de Vítimas da TAM), Dário Scott. "A sociedade brasileira precisa entender que o estamos fazendo é para todos. Nossos familiares jamais voltarão, mas podemos lutar para que a vida seja valorizada porque a vida não tem preço", disse.

Em seguida, enquanto eram lidos os nomes dos 199 mortos, familiares e amigos das vítimas se reuniam ao lado de um palco montado no local. Eles carregavam lanternas e flores brancas.

Após a leitura dos nomes foi feito um minuto de silêncio, também no horário aproximado do acidente. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foi chamado para o hasteamento da bandeira nacional, ao mesmo tempo em que era entoado o Hino Nacional.

Também como parte das homenagens, o grupo que se reuniu durante a leitura dos nomes, formou um coração em frente ao palco. Uma pessoa vestida como anjo simbolizava os mortos.

Manifestação

Mais cedo, amigos e parentes das vítimas realizaram um protesto frente ao guichê da TAM, munidos de cartazes com pedidos de "justiça" e "verdade". Para a Afavitam (Associação dos Familiares das Vítimas da TAM - JJ3054), a empresa prioriza o lucro em detrimento à segurança --os parentes das vítimas culpam essa postura pelo acidente, o maior desastre aéreo da história do Brasil.

Alguns dos participantes da manifestação são parentes das vítimas. Muitos deles aparentavam estar abalados pelas lembranças da tragédia. Cartazes também falavam de saudades.

 

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