São Paulo interdita lotes do antiinflamatório Prexige
da Folha Online
Atualizado às 15h
O Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo interditou --em caráter cautelar-- todos os lotes do antiinflamatório Prexige (lumiracoxibe), fabricado pela Novartis Biociências S/A. Neste período, a venda do produto também fica proibida. O remédio, usado para o tratamento de dores e problemas de artrite, é o segundo mais vendido do Brasil em sua categoria.
Em decisão publicada no "Diário Oficial" do Estado, o CVS afirma que a Vigilância Sanitária possui "notificações de suspeitas de reações adversas, hepáticas e cardiovasculares graves associadas ao uso do medicamento"; e que parte dessas notificações foi feita por pessoas que utilizaram o produto por períodos curtos, inclusive inferiores a cinco dias.
O CVS ressalta, na decisão, que o medicamento enfrenta problemas internacionalmente. Em agosto de 2007, a Austrália proibiu o remédio depois da morte de dois pacientes, e a medida foi copiada pelo Canadá e pelo Reino Unido. Em outubro de 2007, nos Estados Unidos, o FDA (agência reguladora de produtos alimentícios e farmacêuticos), recusou o produto.
Anvisa
No Brasil, a venda foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2005. Em setembro do ano passado, um mês após a Austrália proibir o Prexige, a Anvisa emitiu um alerta a respeito do uso seguro do medicamento.
Na nota, a agência informava que, no Brasil, medicamentos deste grupo --conhecidos como coxibes--, passavam por monitoria permanente e que, àquela época, não tinham sido identificados motivos que levassem a agência a adotar medidas restritivas à comercialização do produto no país.
Outro lado
Em nota, a Novartis afirmou acreditar que o número de notificações de problemas registradas no país é pequeno em relação ao nível de prescrição do medicamento. "Desde julho de 2005, quando do lançamento do medicamento, até a data de ontem [17], dos estimados 9,5 milhões de tratamentos a empresa tem conhecimento de 506 pacientes com eventos adversos reportados por profissionais de saúde."
O laboratório afirma, ainda na nota, que irá cumprir a determinação do CVS de São Paulo, embora tenha "convicção na segurança e eficácia de Prexige".
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