Anvisa decide semana que vem se proíbe Prexige em todo o país
da Folha Online
Atualizado às 15h
Diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se reúnem na semana que vem para decidir quais providências tomar diante de denúncias feitas a respeito do antiinflamatório Prexige (lumiracoxibe), do laboratório Novartis Biociências S/A. Como nas últimas semanas a agência recebeu dois pareceres favoráveis ao cancelamento do registro do remédio no país, a expectativa é a de que ele seja retirado do mercado.
De acordo com a Anvisa, os dois pareceres prejudiciais ao remédio que serão analisados pela diretoria foram emitidos pela Câmara Técnica de Medicamentos, órgão consultivo da agência, e pelos técnicos da área de farmacovigilância.
O Prexige foi aceito no Brasil, pela Anvisa, em 2005. O remédio, usado para o tratamento de dores e problemas de artrite, é o segundo mais vendido do Brasil em sua categoria.
São Paulo
Nesta sexta, o Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo publicou no "Diário Oficial" um comunicado de interdição cautelar de todos os lotes do remédio. Neste período, a venda do produto também fica proibida.
No comunicado publicado no "Diário Oficial", o CVS afirma que a Vigilância Sanitária possui registros de "notificações de suspeitas de reações adversas, hepáticas e cardiovasculares graves associadas ao uso do medicamento"; e que parte dessas notificações foi feita por pessoas que utilizaram o produto por períodos curtos, inclusive inferiores a cinco dias.
O CVS ressalta, na decisão, que o medicamento enfrenta problemas internacionalmente. Em agosto de 2007, a Austrália proibiu o remédio depois da morte de dois pacientes, e a medida foi copiada pelo Canadá e pelo Reino Unido. Em outubro de 2007, nos Estados Unidos, o FDA (agência reguladora de produtos alimentícios e
farmacêuticos), recusou o produto.
Outro lado
Em nota, a Novartis afirmou acreditar que o número de notificações de problemas registradas no país é pequeno em relação ao nível de prescrição do medicamento. "Desde julho de 2005, quando do lançamento do medicamento, até a data de ontem [17], dos estimados 9,5 milhões de tratamentos a empresa tem conhecimento de 506 pacientes com eventos adversos reportados por profissionais de saúde."
O laboratório afirma, ainda na nota, que irá cumprir a determinação do CVS de São Paulo, embora tenha "convicção na segurança e eficácia de Prexige".
Leia mais
- São Paulo interdita lotes do antiinflamatório Prexige
- Estados Unidos não liberam antiinflamatório "top" no Brasil
- Antiinflamatório "top" no Brasil é proibido na Austrália
Livraria da Folha
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
- Aprenda a entender as necessidades do cliente e aprimore o atendimento
- Livros desmistificam doenças e trazem informações sobre a medicina
- Livro mostra tudo que você precisa saber para ter uma vida mais saudável
Especial

