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Cotidiano
18/07/2008 - 19h10

Legista presa no PR diz que órgãos apreendidos eram usados em pesquisas

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da Folha Online

O IML (Instituto Médico Legal) do Paraná informou que a médica-legista e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Lubomira Verônica Oliva, 62, presa na tarde de quinta-feira (17), disse em seu depoimento que firmou um convênio com a faculdade e que os órgãos que transportava eram usados para fins pedagógicos.

Oliva foi presa em flagrante pela Polícia Militar por retirar e transportar órgãos humanos de maneira irregular. Funcionária do IML de Curitiba há 35 anos, ela foi autuada em flagrante no pátio do instituto. Com a médica foram apreendidos três corações e diversas vísceras.

Segundo a polícia, as investigações partiram do próprio IML, quando um funcionário denunciou a atividade ilegal que médica estaria praticando. A polícia informou ainda que foram feitos monitoramentos por câmeras e a suspeita foi surpreendida por volta das 17h de ontem, quando deixava o instituto. Os órgãos estavam no porta-malas de seu carro.

A polícia afirmou que Oliva, em seu depoimento, alegou que o IML havia firmado um convênio com a UFPR e, que os órgãos estavam sendo usados para fins pedagógicos. A polícia vai investigar qual era o destino dos órgãos retirados pela médica-legista e desde quando ela praticava o crime.

De acordo com a polícia, Oliva foi autuada em flagrante por retirar órgãos ou tecido de corpo humano sem autorização legal. Ela está detida no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). A polícia informou que para a retirada dos órgãos, é preciso de autorização judicial, da família ou do próprio IML.

Por meio de sua assessoria de imprensa a universidade informou que ainda não foi comunicada oficialmente pela polícia sobre a prisão da médica. Somente após ser certificada do assunto a instituição deve se manifestar.

 

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