Menina de 9 anos morre baleada durante ação policial em Recife
MITCHEL DINIZ
Colaboração para a Folha Online
Atualizado às 14h14
A menina Maria Eduarda Barros, 9, morreu baleada na noite de sexta-feira durante ação da PM (Polícia Militar) contra uma tentativa de assalto em Recife (PE). A Polícia Civil investiga se houve troca de tiros, mas por enquanto confirma-se apenas que os policiais militares atiraram.
De acordo com informações da polícia, a menina e a família saíam de uma festa no bairro Cidade Universitária quando foram abordados por bandidos. Dois policiais militares apareceram e um dos infratores teria entrado no carro da família. Em seguida, os policiais teriam atirado contra o veículo, segundo o Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa de Recife, que investiga o caso.
Maria Eduarda foi atingida no peito e não resistiu ao ferimento. Outras três pessoas que estavam no carro também ficaram feridas, mas passam bem. Duas delas são crianças, de 6 e 11 anos.
Um dos infratores, menor de idade, foi detido e encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e o Adolescente de Recife.
Segundo disse à polícia Márcio Malveira de Barros, que dirigia o carro em que estavam ele, sua mulher e mais cinco crianças, o assaltante que não conseguiu fugir e se escondeu dentro do veículo da família estava armado, mas não atirou. Em entrevista à GloboNews, ele classificou a postura dos policiais como precipitada.
O secretário de Defesa de Pernambuco, Servilho Paiva, afirmou à Folha Online que o caso é um fato isolado. "Este é um fato isolado, a política do Estado de Pernambuco não é de confronto", afirmou.
A Secretaria de Defesa de Pernambuco informou que os dois policiais militares envolvidos no caso foram afastados da função e vão ser submetidos a avaliação psicológica. Um deles trabalha na polícia há 14 anos. O outro tem três anos de serviço.
João Roberto
No último dia 6 de julho, o menino João Roberto Amaral, 3, também foi morto durante ação policial no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Ele foi baleado durante uma perseguição de dois policiais militares a supostos assaltantes.
O laudo da perícia feita nas marcas de tiro no carro onde o menino estava com a mãe quando foi baleado concluiu que todos os disparos partiram dos policiais. Em depoimento prestado à polícia no dia do crime, os policiais alegaram que atiraram em resposta a tiros disparados por supostos assaltantes que eles perseguiam.
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