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Cotidiano
21/07/2008 - 14h05

SP está sem chuvas significativas há 35 dias; tempo seco prevalece até quinta-feira

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da Folha Online

A cidade de São Paulo está sem chuvas significativas há 35 dias. O último registro significativo do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) foi na aferição do dia 16 de junho deste ano, quando a cidade foi atingida por 11,6 milímetros de chuva durante o período da medição, das 9h do dia 15 às 9h do dia 16. O maior volume foi registrado na noite do dia 15.

Uma outra chuva foi registrada na aferição feita no dia 22 de junho, com 2,9 milímetros. Desde então, ocorrem condensações do vapor da água, conhecidos como orvalhos, ou chuviscos que não chegam nem a interferir nos índices medidos.

O prognóstico do Inmet para os próximos dias é de discreta melhora no índice de umidade do ar, provocada pelo aumento da nebulosidade. A umidade, no entanto, deve permanecer abaixo dos 30% até a tarde de quinta-feira (24), quando deve chegar uma frente fria.

Com isso, segundo o instituto, haverá aumento no índice da umidade relativa do ar e queda nas temperaturas. Chuviscos e chuva fraca também devem ocorrer.

Segundo o meteorologista Marcelo Schneider, o aumento na nebulosidade nos próximos dias será reflexo de ar frio oriundo da formação de um ciclone extratropical no Sul do país. Esse ar frio não chega a atingir a região metropolitana pois encontra a barreira de uma massa de ar quente e seco estacionada sobre a cidade.

No entanto, um novo ciclone extratropical se formará novamente e o ar frio conseguirá então romper essa barreira.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a umidade relativa do ar considerada adequada para a saúde das pessoas é em torno de 60%. É considerado estado de atenção quando a umidade relativa está entre 20% e 30%. O estado de alerta é considerado quando a umidade fica entre 12% e 20%. Abaixo de 12%, a OMS define como estado de emergência.

Cuidados com a saúde

Para tentar evitar danos à saúde durante o período de ausência de chuvas e frio, o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e o CGE recomendam cuidados com a alimentação, hábitos e dicas simples que podem ser colocadas em prática em casa.

Alimentação

- comida: a dica é substituir alimentos fritos pelos assados, que facilitam o processo de digestão e consumir frutas e verduras ricas em vitamina C
- líquidos: é recomendada a ingestão freqüente de líquidos --como água, sucos naturais e água de coco-- e de alimentos saudáveis --principalmente frescos

Limpeza de casa

- faxina: é eficaz para evitar o acúmulo de poeira. Se a pessoa tiver alergia, é recomendável evitar tapetes e cortinas
- vassoura: evite. É melhor usar aspirador e pano úmido

Umidade

- bacias com água: elas melhoraram a umidade do ar, assim como o uso de toalhas molhadas
- vaporizadores: também são eficazes

Higiene pessoal

- banhos quentes: apesar do frio, evite banhos muito quentes. Eles ressecam a pele
- cremes: auxiliam na hidratação
- olhos e narinas: uso de soro fisiológico evitam o ressecamento

Roupas

- boné e roupas leves: protegem contra os efeitos do sol e do calor da seca
- roupas de frio: peças feitas com lã podem conter ácaro. Antes de tirá-las dos armários, a dica é lavá-las

Exercícios físicos

- horário: o mais recomendável é evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h
- intensidade: modere. o tempo seco reduz a capacidade do corpo para a prática de atividades

Hábitos e vícios

- aglomerações: evite ao máximo, principalmente em ambientes fechados. Prefira locais arejados, mas protegidos do sol
- fumo: não fume. Os alérgicos devem evitar locais com ambientes de cigarro

Fontes: Ministério da Saúde, secretarias Estadual e Municipal de Saúde

 

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