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Cotidiano
22/07/2008 - 12h54

Alerj analisa prisão de deputado estadual após tiroteio no Rio

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da Folha Online

Os deputados da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) se reunirão na manhã de quarta-feira (23) para analisar a prisão de um de seus colegas, Natalino José Guimarães (DEM),.

Natalino (DEM) foi preso com outras cinco pessoas na madrugada desta terça, após um tiroteio com a polícia em Campo Grande, zona oeste do Rio.

Rafael Wallace/Alerj
O deputado estadual do Rio Natalino (DEM) preso nesta terça-feira
O deputado estadual do Rio Natalino (DEM) preso nesta terça-feira

O deputado foi preso em flagrante, na própria casa, durante uma reunião com membros de uma suposta milícia, chamada pela polícia de Liga da Justiça, que age em favelas da região. Natalino e o irmão, Jerônimo Guimarães --o vereador Jerominho (PMDB)--, também preso, são apontados como os chefes da milícia. Eles e outras quatro pessoas foram presos após um tiroteio com a polícia em Campo Grande, zona oeste do Rio. Eles negam a participação na milícia.

Segundo a nota da Alerj, a convocação extraordinária reunirá integrantes das comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Ética e da Mesa Diretora. A data foi marcada para amanhã pois, até lá, segundo a Alerj, a Casa receberá o auto de prisão em flagrante que determinou a detenção do deputado.

Álvaro Lins

Macarena Lobos/Folha Imagem
O deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Álvaro Lins
O deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Álvaro Lins

Dependendo do parecer da Alerj, os deputados podem aprovar uma resolução e determinar a soltura de Natalino.

O integrante da bancada do DEM é o segundo deputado da Alerj a ser preso em menos de 60 dias. Em 29 de maio deste ano, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio e também deputado estadual Álvaro Lins (PMDB-RJ) foi preso em flagrante pela PF (Polícia Federal) durante operação feita por força de mandados expedidos pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região.

Uma resolução da Alerj determinou a soltura de Lins. O projeto foi aprovado com 40 votos favoráveis, 15 contrários e nenhuma abstenção.

 

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