Cotidiano
22/07/2008 - 17h52

Secretaria da Saúde investiga morte de idoso após uso de Prexige em SP

da Folha Online

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo abriu nesta terça-feira investigação para apurar se o uso do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe), do laboratório Novartis, foi a causa da morte de um homem na capital paulista.

O paciente, de 64 anos, morreu de hemorragia gastrointestinal na madrugada desta segunda-feira, 15 dias após iniciar tratamento com o remédio, segundo a secretaria. O CSV (Centro de Vigilância Sanitária) deve concluir relatório sobre o caso em 30 dias.

A secretaria informa que o paciente começou a apresentar sintomas de hemorragia gastrointestinal no quarto dia após o início do tratamento com o remédio, em 10 de julho, quando foi internado no Hospital Municipal do Campo Limpo, onde permaneceu por 11 dias.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decide nesta terça-feira se proíbe a venda do Prexige em todo o país.

São Paulo

Na sexta (18), o CSV publicou um comunicado de interdição cautelar de todos os lotes do remédio. Neste período, a venda do produto está proibida.

No comunicado publicado no "Diário Oficial", o CVS afirma que a Vigilância Sanitária possui registros de "notificações de suspeitas de reações adversas, hepáticas e cardiovasculares graves associadas ao uso do medicamento"; e que parte dessas notificações foi feita por pessoas que utilizaram o produto por períodos curtos, inclusive inferiores a cinco dias.

O CVS ressalta, na decisão, que o medicamento enfrenta problemas internacionalmente. Em agosto de 2007, a Austrália proibiu o remédio depois da morte de dois pacientes, e a medida foi copiada pelo Canadá e pelo Reino Unido. Em outubro de 2007, nos Estados Unidos, o FDA (agência reguladora de produtos alimentícios e farmacêuticos), recusou o produto.

Outro lado

Em nota, a Novartis afirmou acreditar que o número de notificações de problemas registradas no país é pequeno em relação ao nível de prescrição do medicamento. "Desde julho de 2005, quando do lançamento do medicamento, até 17/7, dos estimados 9,5 milhões de tratamentos a empresa tem conhecimento de 506 pacientes com eventos adversos reportados por profissionais de saúde."

O laboratório afirma, ainda na nota, que irá cumprir a determinação do CVS de São Paulo, embora tenha "convicção na segurança e eficácia de Prexige".

 

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